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Doença
de Alzheimer
FAMILIARES
CUIDADORES DE PACIENTE COM DOENÇA DE ALZHEIMER
Source: http://www.medicinenet.com
Medical Author: Frederick Hecht, M.D.
Medical Editor: Barbara K. Hecht, Ph.D
Translator: Evelyn Vinocur, M.D
CUIDANDO
DE UM PACIENTE COM DOENÇA DE ALZHEIMER – DA
Cuidar
de uma pessoa com DA é tarefa árdua
e cansativa. O primeiro estudo detalhado realizado com cuidadores
em pacientes terminais, mostra que familiares que cuidam
de um parente com demência apresentam maiores níveis
de depressão e um maior necessidade de suporte na
fase final da doença do que o período depois
do falecimento. Depressão freqüentemente ocorre
quando a família cuidadora, que convive com altos
níveis de estresse, não é capaz de aliviar
o sofrimento do seu ente querido, diz Dr. Richard Schulz,
da Universidade de Pittsburgh, que conduziu o estudo que
foi publicado no New England Journal of Medicine
Os
familiares que cuidam do paciente com demência
em casa geralmente começam a se recuperar da depressão
dentro de três meses após a morte do ente querido
e a melhora tende a continuar por cerca de um ano. Sabendo
que a morte do paciente marca o final de um grande sofrimento,
traz um conforto aos familiares pela perda do ente querido.
Mais de 60% destes cuidadores acharam que o paciente sofria
de dores na maior parte do tempo que antecedia a morte, 72%
dos cuidadores se sentiam parcial ou muito aliviados com
a morte do familiar e mais de 90% achavam que a morte seria
um descanso para o paciente.
DE PLANTÃO
24 HORAS POR DIA
A
pesquisa estudou 217 familias cuidadoras de pacientes com
demência no ano anterior a sua morte e no pós
morte. Metade dos cuidadores disseram ter despendido pelo
menos 46 horas semanais assistindo o paciente com atividades
da vida diária. Mais da metade deles diziam se sentindo
de plantão 24 horas por dia e que eles tiveram que
reduzir ou largar o emprego pelas altas demandas ao familiar
com demência.
Os
cuidadores tiveram altos índices de depressão
enquanto cuidavam do familiar adoecido. Mas eles demonstraram
notável melhora após o falecimento do familiar
doente. Dentro de três meses, eles apresentavam significativo
declínio dos sintomas depressivos e dentro de um ano
eram substancialmente menores.
LUTO ANTES DA HORA
O cuidador
em casa pode estar fazendo um luto enquanto o ente querido
ainda está vivo. Eles podem se distanciar
emocionalmente deles, imaginando como seria a vida sem ele/a,
segundo Schulz. Mais de 2/3 destes cuidadores reportaram
sentir-se preparados para o momento do falecimento.
O estudo
conclui que o cuidado aos pacientes com demência
quando é feito em casa demanda excessivamente dos
familiares. Serviços de intervenção
e suporte são frequentemente necessários à família
antes da morte do paciente. Quando esta é precedida
por um longo e estressante período de cuidado, os
cuidadores sentem um alivio considerável pela morte
em si.
PERSPECTIVA
Esta
pesquisa mostra claramente que serviços especializados
para pacientes terminais são de grande importância
e beneficiariam muito tanto os familiares cuidadores como
os pacientes com demência em fases terminais. Estes
tipos de serviço incluem suporte emocional e serviços
de aconselhamento para a família e controle da dor
para os pacientes.
Dr.
Holly Prigerson, de Yale, disse que a segunda vitima da
Doença de Alzheimer é a família cuidadora
e que esta necessita muito de cuidados em saúde mental,
o que seria uma maneira de garantir que tanto os famiiares
quanto os pacientes tivessem a melhor qualidade de vida possível.
Fontes: Sources: 1. R. Schultz and Others. End-of-life care
and the effects of bereavement on family caregivers of persons
with dementia. (Special Article) New Engl J Med 2003;349:1936-42.
2.H.G. Prierson. Costs to society of family caregiving for
patients with end-stage Alzheimer's disease. (Editorial)
New Engl J Med 2003;349:1891-92. 3. Information provided
by the National Institute on Aging, a part of the National
Institutes of Health.
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