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Ansiedade
A
palavra ansiedade tem origem do termo grego anshein, que
significa "estrangular, sufocar, oprimir". O termo
correlato, angústia, origina-se do latim angor que
significa "opressão" ou "falta de ar",
e angere quer quer dizer "causar pânico".
Essas palavras latinas derivam da raiz germânica angh,
indicando "estreitamento ou constrição".
Todos esses termos se referem, metaforicamente, à experiência
subjetiva característica da ansiedade.
Desde
as primeiras reflexões sobre a ansiedade, que
se registram na Grécia clássica, a experiência
subjetiva era sempre associada a sintomas corporais. Na Antigüidade,
bem como durante a Idade Média, a ansiedade raramente
era tida como doença, embora Hipócrates já tivesse
descrito casos óbvios de fobia. A ansiedade é um
estado emocional humano e como tal é normalmente listada
entre esses estados, assim como medo, amor, ódio,
raiva, alegria, vergonha e culpa (Bernik, 1999).
Embora
seja simples diferenciar um estado emocional de outro tipo
de sensação (exemplo : medo x dor), não
existe uma definição precisa para uma emoção
como a ansiedade. Alguns autores consideram impossível
definí-la.
Biologicamente,
a ansiedade pode ser definida como é um
estado emocional, ligado à percepção
de determinados contextos ambientais (lugares, pessoas, atividades,
etc.) que são comparados à vivência anterior
(memória) e que ativam sistemas cerebrais específicos,
com função adaptativa (sucesso do indivíduo).
(Gray,1987)
Porém cabe ao médico identificar quando a
ansiedade perde sua característica adaptativa e passa
a causar sofrimento excessivo ou prejuízo funcional
e, portanto, avaliar a necessidade de tratamento com fármacos
e/ou com psicoterapia.
Texto retirado do site da Roche do Brasil. Todos os direitos reservados.
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