TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
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GRUPO DE APOIO DE TDAH

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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008
  Como é a resposta do portador que usa a ritalina ou concerta?


AVALIAçãO DA RESPOSTA AO TRATAMENTO COM METILFENIDATO EM PACIENTES COM TRANSTORNO DE DéFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE COM E SEM CRITÉRIO DE IDADE DE INíCIO DE SINTOMAS ANTES DOS 7 ANOS

Marcelo Calcagno Reinhardt - Psiquiatra (UFPEL), Especialista em Psiquiatria da Infância e da Adolescência (UFRGS), Mestre em Psiquiatria (UFRGS). marcelo_calcagno@hotmail.comIntrodução: O Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH) é um transtorno psiquiátrico que causa prejuízo significativo desde a infância, mas que igualmente tem um impacto negativo na vida adulta, para aqueles indivíduos que permanecem com o transtorno. Cada vez mais, os sistemas classificatórios modernos definem os transtornos mentais a partir de dados provenientes de pesquisas bem conduzidas metodologicamente. O critério de idade de início de sintomas causando prejuízo antes dos 7 anos para o diagnóstico de TDAH, presente tanto no Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais – 4ª Edição (DSM-IV) quanto de uma forma modificada na Classificação Internacional de Doenças – 10ª Edição (CID-10), foi determinado por uma decisão de comitê. Estudos iniciais não têm corroborado a validade desse critério para o diagnóstico do transtorno.Objetivos: Esse estudo tem por objetivo avaliar a resposta ao tratamento com metilfenidato em pacientes com TDAH com e sem o critério de idade de início dos sintomas, mas que preenchem todos os demais critérios da DSM-IV para TDAH. Métodos: Foram avaliadas duas amostras clínicas independentes provenientes do Programa de TDAH da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – PRODAH/UFRGS, sendo uma composta de 180 crianças e adolescentes (4–17 anos de idade) e a outra composta de 111 adultos (18 anos de idade ou mais). A medicação utilizada foi o metilfenidato, sendo a dose mínima de 0.30mg/kg/dia. A resposta ao tratamento foi avaliada em sujeitos sem tratamento prévio com metilfenidato, utilizando-se a Escala Swanson, Nolan e Pelham – versão IV (SNAP IV) na linha de base e depois de 1 mês de tratamento. Os dados foram coletados entre Janeiro de 2000 e Janeiro de 2006.Resultados: Em ambas as amostras estudadas os sujeitos com diagnóstico de TDAH pleno não tiveram uma resposta melhor ao metilfenidato em doses ao redor de 0.50mg/kg/dia do que os sujeitos com TDAH de início tardio. Na amostra de adultos, encontrou-se uma resposta melhor ao metilfenidato para os sujeitos com TDAH de início tardio em comparação àqueles com diagnóstico pleno, mesmo após ajuste para confundidores (escore total do SNAP-IV na linha de base, tipos de TDAH) (crianças e adolescentes: F = 0.865, p = .354; adultos: F = 5.760, p = .018). Conclusão: Os resultados corroboram aqueles encontrados nos demais estudos que questionam a validade deste critério de idade de início de sintomas para o diagnóstico do TDAH. Nossos resultados sugerem que os clínicos devem considerar a possibilidade do tratamento com metilfenidato para os sujeitos com TDAH de início tardio.

Referência Completa: Reinhardt, MC. Avaliação da Resposta ao Tratamento com Metilfenidato em Pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade com e sem Critério de Idade de Início de Sintomas antes dos 7 anos. Porto Alegre, RS, 2007. 119 p. Tese (Mestrado) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
 
  como os medicamentos agem no cérebro do TDAH

Fonte: Biological Psychiatry , 26/06/2006
Embora milhões de pessoas dependam de medicamentos como a Ritalina para aliviar os sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), os cientistas não sabem com precisão como essas drogas agem no cérebro.
Mas o novo trabalho da University of Wisconsin-Madison está começando a esclarecer um pouco o mistério. Os pesquisadores relatam que essas drogas primeiramente atingem o córtex pré-frontal, uma região do cérebro que está associada com atenção, tomada de decisão e expressão de personalidade do indivíduo.
A descoberta pode ser inestimável na busca de novos tratamentos para TDAH e surge no momento em que existe uma grande preocupação pública sobre o abuso de medicamentos para TDAH.
"Tem havido uma grande preocupação sobre dar drogas potencialmente aditivas para crianças com TDAH", disse o principal autor Craig Berridge, professor de psicologia na UW-Madison. Mas para que surjam drogas melhores, precisamos primeiro saber como as drogas atuais agem".
Um distúrbio do comportamento que atinge tanto crianças quanto adultos, o TDAH é caracterizado por hiperatividade, impulsividade e incapacidade de se concentrar. O National Institute of Mental Health estima que 2 milhões de crianças nos EUA sofram da doença, e entre 30 e 70% delas continuam apresentando os sintomas durante a fase adulta. Apesar de a preocupação pública com o tratamento de uma condição comportamental com medicamentos, os médicos continuam a prescrever medicamentos como Adderall, Ritalina de Dexedrina porque funcionam melhor do que qualquer outra coisa.
As drogas para TDAH pertencem à classe de estimulantes, que aumentam os níveis de dois neurotransmissores, ou mensageiros químicos no cérebro, conhecidos como dopamina e norepinefrina. Acredita-se que a dopamina desempenhe um papel na formação da memória e no início de comportamentos aditivos, enquanto que a norepinefrina tem sido associada com excitação e atenção.
Berridge diz que os cientistas sabem pouco sobre como as drogas para TDAH funcionam porque estudos passados examinaram os efeitos dos medicamentos em altas doses. Altas doses de estimulantes podem causar picos nos níveis de neurotransmissores no cérebro, que podem prejudicar a atenção e aumentar o risco de desenvolver dependência.
Berridge e sua equipe monitoraram os níveis de neurotransmissores em três diferentes regiões cerebrais diferentes: o córtex pré-frontal e duas áreas cerebrais menores conhecidas como acumbens, que foi associada com o processo de recompensa, e o septo medial, associado com alerta e movimento.
Trabalhando com ratos, os pesquisadores conduziram testes laboratoriais e comportamentais para assegurar que as doses das drogas nos animais eram funcionalmente equivalentes às doses prescritas aos humanos. Usando um tipo de sonda cerebral - um processo conhecido como microdiálise - os pesquisadores mediram a concentração de dopamina e norepinefrina nas três diferentes áreas cerebrais, tanto na presença como na ausência de baixas doses do medicamento.
Sob a influência de drogas para TDAH, os níveis de dopamina e norepinefrina aumentaram no córtex pré-frontral dos ratos. Entretanto, os níves no septo medial e acumbens permaneceram praticamente os mesmos.
"Nosso trabalho fornece importantes informações sobre a importância de considerar o córtex pré-frontal como alvo ao tratar o TDAH", disse Berridge. Em particular, se quisermos produzir novas drogas para TDAH, precisamos focar nos neurotransmissores no córtex pré-frontal.
Estudo mostra como medicamentos para TDAH agem no cérebro
Fonte: Biological Psychiatry , 26/06/2006
Embora milhões de pessoas dependam de medicamentos como a Ritalina para aliviar os sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), os cientistas não sabem com precisão como essas drogas agem no cérebro.
Mas o novo trabalho da University of Wisconsin-Madison está começando a esclarecer um pouco o mistério. Os pesquisadores relatam que essas drogas primeiramente atingem o córtex pré-frontal, uma região do cérebro que está associada com atenção, tomada de decisão e expressão de personalidade do indivíduo.
A descoberta pode ser inestimável na busca de novos tratamentos para TDAH e surge no momento em que existe uma grande preocupação pública sobre o abuso de medicamentos para TDAH.
"Tem havido uma grande preocupação sobre dar drogas potencialmente aditivas para crianças com TDAH", disse o principal autor Craig Berridge, professor de psicologia na UW-Madison. Mas para que surjam drogas melhores, precisamos primeiro saber como as drogas atuais agem".
Um distúrbio do comportamento que atinge tanto crianças quanto adultos, o TDAH é caracterizado por hiperatividade, impulsividade e incapacidade de se concentrar. O National Institute of Mental Health estima que 2 milhões de crianças nos EUA sofram da doença, e entre 30 e 70% delas continuam apresentando os sintomas durante a fase adulta. Apesar de a preocupação pública com o tratamento de uma condição comportamental com medicamentos, os médicos continuam a prescrever medicamentos como Adderall, Ritalina de Dexedrina porque funcionam melhor do que qualquer outra coisa.
As drogas para TDAH pertencem à classe de estimulantes, que aumentam os níveis de dois neurotransmissores, ou mensageiros químicos no cérebro, conhecidos como dopamina e norepinefrina. Acredita-se que a dopamina desempenhe um papel na formação da memória e no início de comportamentos aditivos, enquanto que a norepinefrina tem sido associada com excitação e atenção.
Berridge diz que os cientistas sabem pouco sobre como as drogas para TDAH funcionam porque estudos passados examinaram os efeitos dos medicamentos em altas doses. Altas doses de estimulantes podem causar picos nos níveis de neurotransmissores no cérebro, que podem prejudicar a atenção e aumentar o risco de desenvolver dependência.
Berridge e sua equipe monitoraram os níveis de neurotransmissores em três diferentes regiões cerebrais diferentes: o córtex pré-frontal e duas áreas cerebrais menores conhecidas como acumbens, que foi associada com o processo de recompensa, e o septo medial, associado com alerta e movimento.
Trabalhando com ratos, os pesquisadores conduziram testes laboratoriais e comportamentais para assegurar que as doses das drogas nos animais eram funcionalmente equivalentes às doses prescritas aos humanos. Usando um tipo de sonda cerebral - um processo conhecido como microdiálise - os pesquisadores mediram a concentração de dopamina e norepinefrina nas três diferentes áreas cerebrais, tanto na presença como na ausência de baixas doses do medicamento.
Sob a influência de drogas para TDAH, os níveis de dopamina e norepinefrina aumentaram no córtex pré-frontral dos ratos. Entretanto, os níves no septo medial e acumbens permaneceram praticamente os mesmos.
"Nosso trabalho fornece importantes informações sobre a importância de considerar o córtex pré-frontal como alvo ao tratar o TDAH", disse Berridge. Em particular, se quisermos produzir novas drogas para TDAH, precisamos focar nos neurotransmissores no córtex pré-frontal.
Estudo mostra como medicamentos para TDAH agem no cérebro
Fonte: Biological Psychiatry , 26/06/2006
Embora milhões de pessoas dependam de medicamentos como a Ritalina para aliviar os sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), os cientistas não sabem com precisão como essas drogas agem no cérebro.
Mas o novo trabalho da University of Wisconsin-Madison está começando a esclarecer um pouco o mistério. Os pesquisadores relatam que essas drogas primeiramente atingem o córtex pré-frontal, uma região do cérebro que está associada com atenção, tomada de decisão e expressão de personalidade do indivíduo.
A descoberta pode ser inestimável na busca de novos tratamentos para TDAH e surge no momento em que existe uma grande preocupação pública sobre o abuso de medicamentos para TDAH.
"Tem havido uma grande preocupação sobre dar drogas potencialmente aditivas para crianças com TDAH", disse o principal autor Craig Berridge, professor de psicologia na UW-Madison. Mas para que surjam drogas melhores, precisamos primeiro saber como as drogas atuais agem".
Um distúrbio do comportamento que atinge tanto crianças quanto adultos, o TDAH é caracterizado por hiperatividade, impulsividade e incapacidade de se concentrar. O National Institute of Mental Health estima que 2 milhões de crianças nos EUA sofram da doença, e entre 30 e 70% delas continuam apresentando os sintomas durante a fase adulta. Apesar de a preocupação pública com o tratamento de uma condição comportamental com medicamentos, os médicos continuam a prescrever medicamentos como Adderall, Ritalina de Dexedrina porque funcionam melhor do que qualquer outra coisa.
As drogas para TDAH pertencem à classe de estimulantes, que aumentam os níveis de dois neurotransmissores, ou mensageiros químicos no cérebro, conhecidos como dopamina e norepinefrina. Acredita-se que a dopamina desempenhe um papel na formação da memória e no início de comportamentos aditivos, enquanto que a norepinefrina tem sido associada com excitação e atenção.
Berridge diz que os cientistas sabem pouco sobre como as drogas para TDAH funcionam porque estudos passados examinaram os efeitos dos medicamentos em altas doses. Altas doses de estimulantes podem causar picos nos níveis de neurotransmissores no cérebro, que podem prejudicar a atenção e aumentar o risco de desenvolver dependência.
Berridge e sua equipe monitoraram os níveis de neurotransmissores em três diferentes regiões cerebrais diferentes: o córtex pré-frontal e duas áreas cerebrais menores conhecidas como acumbens, que foi associada com o processo de recompensa, e o septo medial, associado com alerta e movimento.
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Sob a influência de drogas para TDAH, os níveis de dopamina e norepinefrina aumentaram no córtex pré-frontral dos ratos. Entretanto, os níves no septo medial e acumbens permaneceram praticamente os mesmos.
"Nosso trabalho fornece importantes informações sobre a importância de considerar o córtex pré-frontal como alvo ao tratar o TDAH", disse Berridge. Em particular, se quisermos produzir novas drogas para TDAH, precisamos focar nos neurotransmissores no córtex pré-frontal.
Estudo mostra como medicamentos para TDAH agem no cérebro
Fonte: Biological Psychiatry , 26/06/2006
Embora milhões de pessoas dependam de medicamentos como a Ritalina para aliviar os sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), os cientistas não sabem com precisão como essas drogas agem no cérebro.
Mas o novo trabalho da University of Wisconsin-Madison está começando a esclarecer um pouco o mistério. Os pesquisadores relatam que essas drogas primeiramente atingem o córtex pré-frontal, uma região do cérebro que está associada com atenção, tomada de decisão e expressão de personalidade do indivíduo.
A descoberta pode ser inestimável na busca de novos tratamentos para TDAH e surge no momento em que existe uma grande preocupação pública sobre o abuso de medicamentos para TDAH.
"Tem havido uma grande preocupação sobre dar drogas potencialmente aditivas para crianças com TDAH", disse o principal autor Craig Berridge, professor de psicologia na UW-Madison. Mas para que surjam drogas melhores, precisamos primeiro saber como as drogas atuais agem".
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As drogas para TDAH pertencem à classe de estimulantes, que aumentam os níveis de dois neurotransmissores, ou mensageiros químicos no cérebro, conhecidos como dopamina e norepinefrina. Acredita-se que a dopamina desempenhe um papel na formação da memória e no início de comportamentos aditivos, enquanto que a norepinefrina tem sido associada com excitação e atenção.
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Estudo mostra como medicamentos para TDAH agem no cérebro
Fonte: Biological Psychiatry , 26/06/2006
Embora milhões de pessoas dependam de medicamentos como a Ritalina para aliviar os sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), os cientistas não sabem com precisão como essas drogas agem no cérebro.
Mas o novo trabalho da University of Wisconsin-Madison está começando a esclarecer um pouco o mistério. Os pesquisadores relatam que essas drogas primeiramente atingem o córtex pré-frontal, uma região do cérebro que está associada com atenção, tomada de decisão e expressão de personalidade do indivíduo.
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Fonte: Biological Psychiatry , 26/06/2006
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Trabalhando com ratos, os pesquisadores conduziram testes laboratoriais e comportamentais para assegurar que as doses das drogas nos animais eram funcionalmente equivalentes às doses prescritas aos humanos. Usando um tipo de sonda cerebral - um processo conhecido como microdiálise - os pesquisadores mediram a concentração de dopamina e norepinefrina nas três diferentes áreas cerebrais, tanto na presença como na ausência de baixas doses do medicamento.
Sob a influência de drogas para TDAH, os níveis de dopamina e norepinefrina aumentaram no córtex pré-frontral dos ratos. Entretanto, os níves no septo medial e acumbens permaneceram praticamente os mesmos.
"Nosso trabalho fornece importantes informações sobre a importância de considerar o córtex pré-frontal como alvo ao tratar o TDAH", disse Berridge. Em particular, se quisermos produzir novas drogas para TDAH, precisamos focar nos neurotransmissores no córtex pré-frontal.

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Domingo, 20 de Julho de 2008
  RELAÇÕES AMOROSAS DO ADULTO COM TDAH

Muito tem se falado atualmente sobre o TDAH e é grande o interesse, não só da sociedade, como de pesquisadores, médicos, psicólogos e educadores, devido aos prejuízos que sabidamente o transtorno de déficit de atenção costuma ocasionar na vida de seu portador, que na grande parte das vezes “desce”, literalmente, “o morro abaixo”, num “looping negativo”, do tipo “espiral decrescente”.Não é à toa que, provavelmente, nenhum outro distúrbio tenha sido tão estudado nos últimos tempos quanto o TDAH, que atinge cerca de 5 a 10% % das crianças em idade escolar, causando grande impacto na infância, juventude e na idade adulta. Pesquisa criteriosa feita no Brasil pela equipe do Prof. Rhode, encontrou uma incidência de 5,8% nos nossos jovens de 12 a 14 anos. Os estudos mostram também que aproximadamente 60 a 70% das crianças com TDAH evoluirão com sintomas da doença na vida adulta, onde a prevalência mundial para essa faixa etária (adultos) gira em torno de 4%, número bastante expressivo, por sinal.Uma pergunta emerge prontamente: onde estão os adolescentes e adultos portadores de TDAH? Infelizmente, a grande maioria deles nem sabe que tem o transtorno. Na verdade, a maioria nunca ouviu falar de TDAH. As pesquisas mostram que apenas uma pequena parcela dos nossos adolescentes e adulto recebe diagnóstico correto, algo em torno de 8%. Dos que recebem tratamento, a maioria ainda é submedicada.Não é novidade em nenhum país do mundo, que o transtorno acomete de modo adverso a qualidade de vida, não só do portador, mas também de toda a família envolvida na situação, exigindo de todos um grande esforço para entender e lidar com os sintomas do transtorno. Não é fácil conviver com o indivíduo portador de TDAH e muito menos fácil é ser o próprio portador. Tanto, que entre portadores de TDAH, o número de divórcios beira quatro vezes mais, quando comparado à população geral. As brigas são constantes, as queixas inúmeras, a falta de dinheiro quase sempre é a regra. Tudo fica decepcionante, frustante e desanimador. Dentre as discórdias amorosas, são comuns as queixas de atrasos freqüentes, mudanças de plano sem aviso prévio, esquecimentos de datas importantes (aniversário de namoro ou de casamento), falta de atenção quando o/a parceiro/a está de roupa nova, quando o computador se torna mais importante que ela, da falta de autocontrole, etc.Sabemos que o transtorno é caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que associados ao prejuízo das funções executivas, característicos do TDAH, geralmente transformam a vida do portador em um verdadeiro caos, “às avessas”, não raro levando o indivíduo a querer fazer tudo e ao mesmo tempo, o que os deixa com muitas tarefas iniciadas e inacabadas, causando um grande sentimento de frustração, irritabilidade, impotência, entre outros.S., 29 anos, dois de casada, trabalha como agente administrativa há oito meses em um órgãopúblico, após ter pedido demissão do emprego para ficar em casa estudando (o que levou mais de quatro anos) até passar em um concurso público. Nesses quatro “longos” anos, conta S., teve que enfrentar a cara feia do marido, que precisou fazer hora extra no trabalho três vezes por semana, para poder dar conta do aumento dos gastos na família. Segundo S., o marido não a compreende, é injusto e impaciente. Por sua vez, o marido se defende, dizendo que S. fez vários vestibulares, custou a se decidir qual profissão queria, só concluindo a faculdade após ter trancado outras duas que havia passado e iniciado, anteriormente. “- E agora, depois de tanto sacrifício para ter o diploma, eu acho que ela deveria trabalhar na sua profissão e ir estudando em paralelo”, desabafou ele, mostrando-se cansado da instabilidade da esposa e das brigas que cada vez eram mais constantes em casa. Ficou evidente que o esposo tinha as suas razões também. O problema maior é que S. só conseguiu passar para um concurso de 2º grau, onde o salário era muito pequeno. E S. estava muito insatisfeita, deprimida, irritada, chorando sem parar e dizendo que odiava aquele trabalho monótono e burocrático. S. foi me procurar no consultório para me pedir uma licença, pois há mais de três semanas que tem chegado atrasada e que está com o serviço todo por fazer. E como se não bastasse, “para completar”, disse que o marido estava frio e estranho há algum tempo e que ela achava que ele a estava traindo com outra mulher (muita lágrima & muito choro rolaram nas sessões de S.).E é por caminhos íngremes e sinuosos assim que o portador do TDAH anda e tropeça. Tropeça e cai. Cai, se machuca e se fere, numa espiral decrescente de vida.E as histórias se repetem, sempre trazendo à baila vidas que não fluem como poderiam, o potencial que não consegue ter sido aproveitado plenamente (apesar da inteligência) como deveria, a vida sem dinheiro apesar de já ter feito tanta coisa, o salário tão baixo, pra quem estudou tanto, e por aí vai.Sabe, aquele/a adolescente que tranca a faculdade para fazer um intercâmbio e que volta sem vontade de retomar os estudos? Ou aquele rapaz/moça que pára os estudos e vai trabalhar como garçon/babá nos EUA e volta com uma atrás e outra na frente? Aquele/a adolescente que se forma, aos trancos e barrancos, mas diz que não gosta do que fez e que por isso não vai trabalhar na profissão? Aquele sujeito que interrompe os estudos, mesmo que pagando o preço de trabalhar duro em qualquer coisa, só pra calar a boca dos pais? O filho/a que trabalha pouco e ganha pouco e que nunca consegue o suficiente para se sustentar, vivendo anos e anos na casa dos pais? O/A adolescente que bebe/fuma em excesso desde nova? É claro que o TDAH não é o responsável por todos esses casos, e que nem todos os portadores de TDAH apresentam evoluções assim, mas fique atento! Sempre que um profissional atender casos semelhantes aos citados acima, é imperioso que se faça uma triagem para o TDAH. Porque é maios ou menos assim que muitos jovens e adultos poderão evoluir na vida. Lembrar que o TDAH é uma das condições que geram uma ou várias limitações na vida.Nos dias de hoje, com milhares de pesquisas científicas feitas sobre o TDAH ao longo do mundo, fica inadmissível que um profissional deixe passar um portador de TDAH sem diagnóstico correto. Fique claro que o TDAH/DDA deixa seqüelas emocionais crônicas em seu portador, como sentimento de fracasso precoce, baixa auto-estima e autoconfiança, sentimento de humilhação, instabilidade, descrença de si próprio, autocomiseração, entre outros tantos.Pensando nas crianças com TDAH, contribui para dificultar a vida delas o fato da vida fluir sob um ritmo tão acelerado e bem diferente do passado. As crianças modernas são “bombardeadas” por múltiplos estímulos e informações provenientes de veículos de comunicação como a televisão, o computador e a mídia em geral. Elas são superestimuladas a cumprirem uma agenda cheia e que exige um comportamento acelerado. Quando o ideal seria justo o contrário, ou seja, elas poderem desenvolver o autocontrole para executar uma tarefa de cada vez.Outro fato relevante é que muitas crianças e adolescentes vivem confinados em apartamentos, são transportados por veículos (quase nunca andam a pé) e muitas escolas não possuem espaço livre para correr, pular, brincar e extravasar energia, tão importante para quem possui o transtorno. Portanto, eles encontram mais dificuldade para acompanhar as exigências de um mundo cada vez mais competitivo, tornando-se alvo de atenção dos pais e educadores e não raro, são cada vez mais considerados problemáticos e o pior, são rotulados de incompetentes, irresponsáveis, preguiçosos e tantos outros adjetivos negativos que fazem a auto-estima desabar de modo vertiginoso, surgindo desmotivação ou até mesmo depressão ou outro problema emocional ou psiquiátrico, ao que chamamos comorbidade.A presença de comorbidades, no caso do TDAH, é a regra, e não a exceção. No TDAH, as comorbidades mais importantes são os transtornos de ansiedade, os transtornos do humor, o uso abusivo de álcool e ou drogas, os transtornos de conduta, a postura opositiva, os transtornos de aprendizado, os tiques, etc.O TDAH é reconhecido oficialmente por todos os países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, seus portadores são protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola. O TDAH é um transtorno neurobiológico, fundamentalmente de causa genética, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida.Sabemos que pessoas que possuem o Transtorno de déficit de atenção e/ou hiperatividade têm dificuldades em prestar atenção, controlar suas emoções e as atividades excessivas.
Existem três tipos de TDAH, o desatento, o hiperativo e o tipo combinado (desatento e hiperativo).A falta de atenção sustentada é um problema. Por exemplo, a pessoa não mantém a atenção por muito tempo numa reunião, ao ler e ao escrever, parece que está no mundo da lua, se distrai com qualquer estímulo externo e não sabe de que ponto parou para reiniciar, e em conseqüência muda de atividade freqüentemente, deixando as coisas por terminar. Também perde muitos objetos por causa da sua desorganização.A hiperatividade é caracterizada pela dificuldade que a pessoa tem de esperar sua vez numa fila ou de falar na sua hora, interrompendo conversas. Fala sem parar e mexe-se constantemente, apresenta problemas para dormir, é impaciente e irritável e parece que está sempre “a mil por hora”.A impulsividade se traduz pela dificuldade em inibir comportamentos inadequados. Costuma-se falar e tomar atitudes sem pensar, o que muitas vezes cria problemas de relacionamento e até rejeição por parte das pessoas. Primeiro agem, para depois refletirem. Sofrem muito mais acidentes de carro e costumam dirigir perigosamente, em alta velocidade, além de apresentar mais problemas no trabalho e não gostarem de se submeter a regras e rotinas.É bom lembrar que tais comportamentos podem fazer parte da vida de qualquer pessoa, ou seja, que sintomas isolados não fazem o diagnóstico do TDAH. Só quando os sintomas estão presentes de forma exagerada e prejudicial em vários setores da vida (escolar, familiar e social) é que pode-se pensar na possibilidade de TDAH.Quem nunca viu uma criança super agitada que não pára quieta, com uma energia ilimitada e que age sempre sem pensar? Seu comportamento é impulsivo e desafiador, ela se arrisca constantemente criando muitos problemas por onde passa. Não respeita as regras e não consegue esperar por recompensas. E aquela criança que é desatenta, sonhadora, que não consegue arrumar seus pertences, parece que não ouve quando se fala com ela, também é impopular, pouco motivada, retraída e com dificuldades no aprendizado? Essas e outras podem ser situações bastante comuns no mundo do TDAH da criança.É crucial que programas informativos sejam elaborados para os pais, familiares e Educadores, para que o diagnóstico seja feito ainda na infância, pois caso contrário, mais jovens padecerão dos sintomas do transtorno e conseqüentemente, mais e mais adultos também.

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  Médicos alertam para o TDAH de ADULTOS

Reconhecido mais facilmente em crianças e adolescentes, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, distúrbio neuropsiquiátrico conhecido pela sigla TDAH, vem sendo diagnosticado a cada dia em maior número de pessoas adultas.
Dificuldades em manter a atenção e a concentração, descuido em atividades, inquietude e falta de organização são alguns dos sintomas clínicos mais comuns do TDAH registrados em adultos, segundo o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Psiquiátrica de Brasília (APBr).

Em entrevista concedida ao Correio do Estado, MS, caderno B, 09/07/2007, Antônio Geraldo afirma que "entre 60% e 80% dos casos deste tipo de síndrome diagnosticados na infância prevalecem na fase adulta", e acrescenta que uma média de 11% das crianças que sofrem de hiperatividade tem um dos pais diagnosticados com TDAH. Conforme disse, estima-se que 4% dos adultos possam sofrer do transtorno. Além dos sintomas citados, estudos comprovam que os portadores do transtorno se envolvem em mais acidentes de trânsito que os demais, explica o Dr. Paulo Mattos, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em entrevista ao Correio do Estado, MS, 2007. "Quando os acidentes ocorrem com adultos diagnosticados com a síndrome, eles tendem a ser mais graves, indicando que o transtorno está relacionado à falta de atenção de forma a colocar em risco a vida das pessoas, portadoras ou não do TDAH", afirma Paulo Mattos.
Segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), a ocorrência do TDAH não está atrelada a fatores culturais, ou como resultado de conflitos psicológicos. De acordo com eles, a explicação está em pequenas alterações na região frontal do cérebro, responsável pela inibição do comportamento e do controle da concentração.
Segundo a Dra. Evelyn Vinocur, especialista em psiquiatria de adultos e neuropsiquiatra em saúde mental da infância e adolescência, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem reduzir significativamente o impacto adverso causado pelos sintomas do TDAH em todos os setores da vida da pessoa, seja a nível social, afetivo, acadêmico ou laborativo. Para tanto, é essencial uma avaliação do nível de funcionamento na infância, adolescência e na vida adulta, história de vida detalhada, avaliação da história de adaptação psicossocial, avaliação cognitiva, sempre pensando nos possíveis diagnósticos diferenciais e presença de comorbidades.
O TDAH em adultos muitas vezes tem sido visto como uma doença camuflada, devido ao fato dos sintomas se internalizarem, ficando “mascarados”, dificultando muitas vezes que o especialista perceba a presença de problemas de relacionamento afetivo e interpessoal, de organização, problemas de humor, abuso de substâncias, ou até mesmo a presença de comorbidades.
Desta maneira, o diagnóstico pode se tornar difícil e os adultos e, principalmente as mulheres, ficarem sem diagnóstico e tratamento por muitos anos.
Outros sintomas observados com com maior freqüência no TDAH em adultos (quando comparados a pessoas sem o transtorno):
- Eles costumam apresentar dificuldade nos relacionamentos, com relações afetivas instáveis (separações, divórcios);
- instabilidade profissional que persiste ao longo da vida;
- rendimento abaixo de suas reais capacidades no trabalho e na profissão; -
- falta de capacidade para manter a atenção por um período longo;
- falta de organização (carente de disciplina);
- insuficiente capacidade para cumprir o que se comprometem; incapacidade para cumprir uma rotina; - esquecimentos, perdas e descuidos importantes;
- depressão e baixa auto-estima;
- dificuldades para pensar e se expressar com clareza;
- tendência a atuar impulsivamente e interromper os outros;
- dificuldades de escutar e esperar sua vez de falar;
- freqüentes acidentes automobilísticos devido à distração;
- freqüente consumo de álcool e abuso de substância.
Alguns sintomas apesar de não constarem no manual oficial dos transtornos mentais, DSM, são vistos com freqüência, tais como:
- baixa auto-estima;
- sonolência diurna (dormir como uma pedra);
- "pavio curto" (mistura de impulsividade e irritabilidade);
- necessidade de ler mais de uma vez para "fixar" o que leu;
- dificuldade de levantar de manhã, de se "ativar" no início do dia;
- adiamento constante das coisas;
- mudança de interesse o tempo todo;
- intolerância a situações monótonas e repetitivas;
- busca constante por coisas estimulantes ou diferentes e variações freqüentes de humor.
Dificuldades específicas da função de atenção: Adultos com TDAH apresentam uma tendência pronunciada de distração, esquecimento, repetições de erros, além de perderem coisas, não recordarem o que acabaram de ler, de necessitarem perguntar muitas vezes o mesmo e evitarem sistematicamente toda leitura que não seja do seu interesse específico. Geralmente envolvem-se em atividades de pouca atenção e concentração por apresentarem tais dificuldades. Isso não significa não prestar atenção nunca, mas em muitas ocasiões, ou na maioria delas a pessoa está dispersa, "no mundo da lua”.
No trabalho, custam a se organizar, permanecer atentas e terminar uma tarefa. O tempo que necessitam geralmente é muito maior do que se espera e rendem mais quando estão sozinhos. Mostram dificuldades também com a memória de trabalho, que permite os processos de comparação, processamento e emissão de uma resposta correta. Adultos com TDAH não são críticos quanto a suas dificuldades de atenção e poucos se dão conta do problema. Isto acontece porque sempre foram dispersos e desatentos, erram repetidamente, perdem coisas, não recordam o que acabam de ler, necessitam perguntar várias vezes a mesma coisa e evitam leitura que não seja de seu interesse específico. E são capazes de dormir ou desligar diante de assuntos que não lhe interessam diretamente, indicando que são pessoas que padecem de um problema de atenção. Muitas vezes mostram uma clara dificuldade para conseguir o mínimo de concentração suficiente para manter qualquer atividade.
Ser detentor do diagnóstico de TDAH não significa que não preste atenção nunca, e, sim, que em muitas ocasiões, ou na maioria das vezes, o paciente está disperso. Em outros momentos, pode permanecer concentrado e ser constante numa tarefa. Mesmo que o problema seja crônico não quer dizer que esteja sempre presente. Isto remete ao que muitos autores colocam de que portadores de TDAH mostram a atenção flutuante: em determinados momentos são atentos e em outros não.
O tratamento indicado pela ABDA é o multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos, orientação da família e acompanhamento profissional, pelo médico e também através da psicoterapia. Para o Dr. Paulo Mattos, a medicação é imprescindível e tem comprovação científica de eficácia no tratamento. "Pesquisas feitas com simuladores de direção mostram que adultos que sofrem do transtorno cometem mais erros que os normais. Também foi descoberto que estes erros tendem a ser diminuídos com a administração de remédios específicos", explica.
Além da medicação, o psiquiatra Antônio Geraldo explica que alguns fatores podem ajudar no cotidiano de pessoas que sofrem do transtorno, como o cumprimento de uma atividade por vez, evitando assumir muitas responsabilidades ao mesmo tempo, estabelecimento de prioridades e até realização de atividades físicas ao longo do dia ou da semana, que ajuda a manter o equilíbrio nas demais atividades do dia, especialmente as obrigatórias e/ ou chatas.
Nas mulheres :
No sexo feminino, os sintomas do TDAH aparecem de forma marcante através da desatenção, e não da hiperatividade e impulsividade, mais evidentes no sexo masculino. Além disso, elas são freqüentemente menos rebeldes e menos opositivas. Como a comorbidade com os transtornos de ansiedade e depressão são os sintomas mais freqüentes, as mulheres costumam ter uma instabilidade emocional importante, com possibilidades de freqüentes mudanças de humor.

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  + DE 60 DICAS DA HELENA PARA LIDAR MELHOR COM O TDAH

GUIA/RESUMO DOS LIVROS PARA CONVIVER COM O TDAH

ARMAS CONTRA O TDAH
(RESUMO: POR SR. CASANOVA )
Antes de mais nada, eu recomendo a aquisição dos livros que usei como referência:
“Mentes Inquietas” Ana Beatriz B. Silva; [nota 10] 40 a 50 reais•
“Tendência à Distração” Edward Hallowell; [nota 10] 40 a 50 reais•
“No Mundo da Lua” Paulo Mattos; [nota 7] 30 reais•
“Um dia na Vida de um Adulto com TDA/H” Vera Joffe; [nota 7] 30 reais•

Artigos Cientificos colhidos em livros, jornais da área e internet;• Frequentar seminários, simpósios e palestras;
[Mas cuidado p/ não cair na cilada de ouvir uma tarde inteira de palestras sobre TDAH em crianças e só!]* Selecionei dicas p/ lidarmos melhor c/ o DDA no dia-a-dia, muita coisa é banal e extremamente óbvia, mas acho válido reforçar, transformar determinadas condutas em rotinas p/ que soframos menos c/ esquecimentos, procrastinações, impulsividade e/ou falha c/ administração de tempo e prioridades.
Do um Adulto com TDA e/ou H” de Vera Joffre, Livro “Um Dia na Vida de um TDAH:
1) ACORDAR DE MANHÃ: Comprar mais de um despertador barato e bem barulhento e deixar um(uns) dele(s) bem longe da cama ou em outra área do quarto.
2) O CHUVEIRO MATUTINO: Recomendamos ter um alarme ou relógio de cozinha (timer) para alertar o TEMPO que passar.
3) É bom continuar usando o relógio com alarme para completar as outras atividades da manhã: como tomar café e ler jornal. Finalidade: Não esquecer do tempo, “Lembrete Externo”.
4) PREPARE O MÁXIMO QUE PUDER NO DIA ANTERIOR: Roupa para o dia seguinte; lanche das crianças ou seu almoço; Diminuindo as atividades da manhã, menor é o risco antes de ir ao trabalho/aula/compromisso. (OBS MINHA: E menor tbm é o risco de esquecer as coisas) 5) A CAMINHO: Seguir uma rotina (OBS MINHA: odiamos rotina porra! Hehe) é recomendável. Se você vai de carro, não tente parar em lugar algum, se não fatalmente vai perder o tempo. (OBS MINHA: Isso é batata... Mas é quase irresistível não parar nesse “lugar algum” / Aprendi que chegar BEM MAIS CEDO é a melhor opção!).
6) CHECAR OS HORÁRIOS CONSTANTEMENTE: Com instrumentos “externos” [alarmes, relógios, lembretes e (OBS MINHA: ligações com “avisos transmitidos” de namorada(o)s, maridos, esposas, pais, hehehehe) p/ não perder o sentido deste elemento importante.
7) TRABALHO E RELACIONAMENTO COM COLEGAS: Eu já estou ‘grog’ de sono e tanto texto s/ compromisso, mas parece que ela sugere trocamos favores com colegas de trabalho, p.e. “você arruma minha mesa que eu te pago um café”. Um tipo de permuta...
8) Não importa o tipo de trabalho que você tenha, um princípio de alta eficácia é semelhante p/ os mais diversos trampos: Separar um tempo específico para realizar tarefas monótonas; (Para lembrar disso ter um sinal que faz barulho no compultador, celular, palm-top e de preferência que apareça visualmente).
9) Outra estratégia: Um calendário bem grande. Onde se escreva lembretes p/ si mesmo. Montar uma agenda de TAREFAS SEMANAIS e um tempo especial para realizar TAREFAS MONÓTONAS;
10) DEPOIS DO TRABALHO: Olhe sua AGENDA, “marque um tique” nas atividades que foram finalizadas e escreva as que você não concluiu (p/ que não esqueça de completa-las no dia seguinte, se necesssário). É bom reexaminar seu progresso freqüentemente, com a finalidade de saber se precisa de estabelecer NOVAS ESTRATÉGIAS p/ ajudar a completar tarefas monótonas e repetitivas do dia-a-dia.
11) Ao retornar para casa, aplique os mesmos métodos (ELEMENTOS EXTERNOS + LEMBRETES) p/ ajudar na rotina e não “boiar” no caminho. Se houver maior flexibilidade, pode se exercirtar ou fazer atividades de relaxamento que são altamente recomendáveis para o cérebro.Parte inferior do formulário12) EM CASA tb é importante deixar horário especifíco p/ tarefas como supermercado, faxina, lavar roupas... Com o horário na AGENDA você nunca é pego de surpresa quando realmente precisar da casa limpa, para receber alguém, por exemplo.
13) Se você mora com outras pessoas pode receber ajuda delas, para lembrar e realizar tarefas monótonas em conjunto.
14) Se você mora sozinho, pode fazer (COMO EU FAÇO hehehe), pedir que os outros sejam auxílios externos avisando sobre compromissos pelo telefone.
15) PAGAR CONTAS: ODIAMOS FAZER ISSO!!! É fundamental ter um LUGAR p/ colocar a correspondências/contas. Saber onde os envelopes estão e colocá-los em ORDEM CRONOLÓGICA em uma pasta com dias do mês (isso ajuda muito – OBS: Preciso fazer isso! hehe). Isso serve para outras tarefas, como correio, lembrar aniversários e datas importantes (pelo menos na minha ótica e necessidade diante do retardado e memória debilitada)...
16) VIDA SOCIAL, RITUAIS e FERIADOS: Se estiver planejando sair com alguém: amigo, namorada, filhos, é melhor evitar um lugar barulhento, que tenha muitas distrações. (OBS MINHA: Isso se você sentir que a pessoa necessita realmente de sua atenção, do contrário não vejo o menor problema – aí devemos ter o bom senso de diferenciar o primeiro encontro com um guria de um simples passeio com a família ou amigos bêbados).
17) Também é importante pensar na sua habilidade social: Você grita quando fala? Você é impulsivo? Você consegue escutar alguém sem interromper? Você já está pensando na próxima coisa que vai falar e não escuta o que o outro está falando? (OBS MINHA: Que merda, me enquadrei em todos os casos). É importante você medir o feedback de amigos, familiares, e especialmente esposa(o) quanto à comunicação e comportamentos sociais.18) Além disso é importante cumprir horários! ). Mantenha em um (LÓGICO! MINHA: matenha anotadoLcaderno/quadro/agenda/arquivo de computador (OBS em TUDO de uma vez pra não ter erro, hehe) DETALHES DE EVENTOS ESPECIAIS: Listas de preparatórios do Natal, pessoas para mandar cartões, comprar presentes; Páscoa; Aniversários de nascimento, namoro, casamento, planejamentos de viagens e eventos grandes, blá blá... E todo ano a lista deve/pode ser atualizada. (No caso do Natal, se vc tem o habito de comprar presentes – antecipar as compras no ano seguinte é mto mais negócio.
19) EDUCAÇÃO: É importante que seus familiares aprendam sobre DDA/H em adultos e como este transtorno afeta sua vida e a de todos a sua volta. Leia livros a respeito. Ter um grupo de profissionais te acompanhando também ajuda: médico para o tratamento com medicamentos, terapeuta e família agindo como um time, Também é bom ir a palestras e conferências.
20) Há organizações que oferecem encontros de portadores de DDA/H e de pais de portadores. (Ex. www.TDAH.org.br, que oferece informação cientifica e de apoio, informa sobre encontros em vários locais do Brasil). Algumas cidades têm grupos de Apoio, onde se pode trocar idéia com DDAs e fazer coaching em grupo. A troca de idéias e experiências, por si só, já é ótima!
21) SAÚDE: Aspecto importante na vida de um adulto com DDA/H, já que ele tem mais propensão a esquecer de marcar os horários de visitas rotineiras com médicos, check-up anual, visita a cada 6 meses ao dentista e mamografia (p/ mulheres).
22) Atividades semanais e diárias tb são propostas como, um sistema de exercícios, sendo que um lembrete externo auxiliaria a completar tal rotina. Ir a academia logo depois do trabalho acompanhado de um camarada ou esposa, aumenta a probabilidade de não furar.
23) É importante tomar conta de outros FATORES DE SAÚDE, pois certas COMORBIDADES freqüentemente acontecem com adultos com DDA/H, como sintomas de depressão, ansiedade e transtornos de humor.24) Há também maior probabilidade de acidentes autobomilísticos, problemas com BEBIDAS e consumo de DROGAS.
25) DDAs correm mais risco de vida, pq não tomam conta de sua saúde e, qdo não tratados, usam mais drogras de agem de forma mais arriscada. Por exemplo, há mais gravidez não planejada e maior ocorrência de doenças venéreas em adultos DDA/H e tb tomar precauções a respeito da saúde, impulsividade e ao dirigir um automóvel.
26) Como adultos com DDA/H têm dificuldade de adormecer e de dormir à noite sem interrupção, é importante limitar o consumo de CAFEÍNA A NOITE.
(OBS:Pq tô acordado até agora? Chuta)
Do Livro “Mentes Inquietas” Ana Beatriz B. SilvaPARTE #1
1) Informação e Conhecimento: “Saber é Poder!”
2) Elaboração de tratamento: Que seja eficaz e confortável!
3) Postura Ativa!!!
4) Estudar sobre: DDA, remédios, terapias, alimentação, esportes e auto-superação.
5) Buscar médicos capacitados: Fazer pesquisa sobre o curriculum, indicações, etc.
6) Estender informações (sobre DDA) aos familiares, amigo(a)s, namorada(o)s...PARTE #2
1) Apoio Técnico: Criar-se uma rotina pessoal que facilite a vida prática;
2) Estabelecer Horários: (1) Produtivos (2) Repouso (3) Atividades Físicas (4) Refeições.3) Pedir ajuda: aos parentes ou companheiros de casa e/ou terapeutas.4) Organizar cronogramas: (1) Obrigações (2) Projetos (3) Lazer5) Usar Agenda! Conferindo toda manhã.6) Usar Blocos e Canetas! Para Lembretes.
PARTE #3
1) Medicamentos: A Ritalina é considerada até agora a melhor com 80% de eficácia segundo a média dos estudos cientificos.
2) Não basta tratar só o DDA se há comorbidades, deve-se priorizar a comorbidade associada se ela afeta sua vida mais do que o DDA.
3.1_Estimulantes: Ritalina, Dexedrina, Cylert- Aumentam a concentração;- Diminuem a impulsividade;- Reduzem a ansiedade e depressão;Outros possíveis Benefícios:- + Atividade, + Planejamento, + Previsão, + Análise das Conseqüências, + Ponderação;- Ação Equilibrante;- Menor ganho de peso (reduz bastante o apetite – OBS minha: não sei se isso é um benefício);
3.2_Antidepressivos: Bupropiona e Desipramina (são as mais comuns em quem é DDA), Sertralina, Fluoxetina, Lexapro, Paroxetina, Venlafaxina, Imipramina, etc.
3.3_Acessórios: Proponolol (anti-hipertensivo), Clonazepam (ansiolítico), Clonidina (anti-hipertensivo – mas geralmente usado em crianças TDAH), Carbamazepina, Lítio, Nadolol, etc.
OBSERVAÇÕES:
1) A medicação é apenas mais uma etapa, um complemento util e poderoso no processo global.
2) (OBS minha: Pode gerar) Estabilidade emocional para viver bem.29/12/2006 13:52
3) DICA: Associar com rituais diários para não esquecer de tomar (como hora de acordar, hora de tomar banho, hora de comer, hora de dormir, etc.).PARTE #4
1) Psicoterapia: Diretiva, Objetiva, Estruturada, Orientadora a metas. Psicoterapia de “conversinha”/autopercepção é INADEQUADA. Para nós o que serve é o chamado “Coaching”.
2) Metas – Cognitivo-Comportamental – Reestruturação
3) Mudanças nos afetos e comportamentos
4) Substituir “crenças”, pensamentos, interpretações NEGATIVISTAS e formas de pensar e perceber o mundo menos depressogênica e ansiogênica e mais baseadas na REALIDADE.
5) “Tarefas de Casa”, Planejamento, Enfrentamentos Graduais, Estabelecimento de uma Agenda que estruture Rotinas de atividades que proporcionem prazer e satisfação.
6) Educação sobre o problema!
7) Instrução para mudar comportamento e interpretações.
4.1) Foco da Terapia Cognitivo Comportamental (Coaching):
1) Perseguir Objetivos!
2) Treino em solução de problemas; Habilidades sociais, relaxamentos, estabelecimento de agendas de atividades rotineiras e objetivas e reestruturação de formas de pensar e lidar com ‘problemas prejudiciais’.
3) Minimazar comportamentos impulsivos negativos nas relações sociais e afazeres cotidianos;Para ANSIOSOS [OBS minha: essa deve ser a parte mais complicada]:
1) Idenfiticação de problema e “diversas soluções”;
2) Habito de ponderar cuidadosamente, em vez de reagir impulsivamente sem ter avaliado antes as conseqüências possíveis;
3) Aumentar tolerância a frustação;
4) Minimizar típica ruminação ansiosa;
5) Melhorar qualidade das interações sociais, minimizando impacto de atividades e falas impulsivas e irrefletidas.
6) Compreender ponto de vista dos outros e não interpretar preciptadamente suas atitudes e intenções.
7) Defender pontos de vista de forma respeitosa e ponderada.PARTE #5
OBS minha: Já vi muitos profissionais quesitonando e criticando essas “táticas”, mas está no livro – nem sabia que isso fazia parte de algumas TCCs):
29/12/2006 13:52
5.1_Reeducação na respiração, postura e relaxamento. –Agenda Semanal;- Horário Fixo para Tarefas Especifícas;- Exercícios Físicos (pois manejam o estresse);- Reeducação Alimentar (menos cafeína)
Do Livro “No Mundo da Lua” de Paulo Mattos
PARTE #1-
1-Essencial fazer o diagnóstico, testes neuropsiquiatricos/psicologicos.
PARTE #2
1) Medicamentos fazem a diferença!
2) Psicoterapia será muito eficaz, desde que o paciente use remédios.
3) Os medicamentos apresentam muito mais benefícios do que os eventuais riscos de viver sem eles.
4) Os medicamentos recomendados são os que aumentem a dopamina e noradrenalina
.5) Psicoterapia é COMPLEMENTO do tratamento farmacológico. Promove administração melhor dos sintomas.
6) MEDICAMENTOS por ordem de “sucesso/eficácia” nos tratamentos:Tipo A: Ritalina e Concerta (os mais eficazes para DDA)Tipo B1: StratteraTipo B2: Trofanil, PamelorTipo B3: Efexor, WellbutrinTipo B4: Clonidina
7) Interações comuns: Ritalina + Clonidina ou Ritalina + Remédios especificos para fobia, depressão e/ou ansiedade (comorbidades são comuns em DDAs adultos – segundo pesquisas apresentadas, a maioria dos DDAs diagnosticados na fase adulta apresentam pelo menos 1 comorbidade – mais de 90%!);8) Medicamentos NÃO curam DDA, mas ajudam a normalizar os neurotransmissores, outro lado da moeda: podem causar dependência, mas é raro, basta usar com cautela.
9) O tratamento é longo. Pode ser/É provável que seja p/ vida toda, principalmente se começar só na fase adulta.
PARTE #3
1) Melhorias no tratamento, maior controle na desatenção, hiperatividade e impulsividade.
2) P/ Transtorno de conduta séria não melhora, melhora casos de depressão, mas podeaumentar a ansiedade.
3) Ritalina mostrou algo em torno de 70% de eficácia nos estudos cientificos analisados.
4) Remédios alternativos para quem não logrou sucesso com a Ritalina: Anticonvulsivantes, neurolépticos, tranquilizantes, beta-bloqueadores ou lítio.
29/12/2006 13:53
5) O Metilfenidato ou essas outras drogas, promovem reabilitação da atenção cognitiva.
6) Não existe qualquer comprovação cientifica sobre a eficácia de medicinas Homeopática, Ortomolecular e Fitoterápica no TDAH, pelo menos, segundo os diversos estudos cientificos que o autor teve acesso.Da Palestra que assisti c/ profissionais conceituados da área,à no que consiste a Terapia Cognitivo Comportamental, mas creio que parte pode ser feita por nós mesmos e também com empurrãozinho de parentes, conjuges, namoradas, irmãos, pais, alguém que more junto e/ou tenha contato diário conosco:
1) A TCC visa minimizar todos os sintomas do DDA e secundários (das comorbidades) através de técnicas comportamentais;
2) Há Tarefas de casa;
3) Psicoeducação: Conhecer seus próprios limites;
4) Reestruturação interna: Terapia (nova compreensão de si mesmo);
5) Reestruturação externa: Modificação do ambiente; estruturar detalhes da vida cotidiana; aperfeiçoamento da organização e controle;
6) Métodos de estudo;
7) Administração do tempo;
DICAS:
1) Listas, lembretes, anotações, celular, secretária eletrônica, quadro de avisos, cronogramas. Isso tudo nos ajuda a ter um norte maior, não nos perdemos no tempo e esquecer compromissos.
2) Aprendizagem por contigencias.
3) Elaboração prévia da melhor maneira de agir.
4) “Situações problema” devem ser antecipadas.
5) TCC: Reforço [de comportamento desejável]: Motivador.
6) TCC: Subtarefas: Porções diárias.
7) Limite de tempo PRECISO.
8) HABITO: Lugar fixo para estudos/trabalhos de casa.
9) HORÁRIOS FIXOS. HallowellàDo Livro “Tendência à Distração” Edward
1) EDUCAÇÃO: Repense a visão que tem de si mesmo e a compreensão das várias formas que o DDA assume irá julgá-lo não apenas a reconhecer como ele o afeta, mas também a explicar a síndrome àqueles que estão a seu redor – família, amigos, colegas, professores;
2) TRATAMENTO: Não é passivo; Em adultos, o processo de educação é direto:
2.1) Leituras
2.2) Palestras
2.3) Conversas com especialistas29/12/2006 13:54
2.4) Conversas com outros DDAs
2.5) “Aos poucos se aprende o que for possível sobre o tema”
3) ESTRUTURA: Rearranjo e reestruturação da vida, tanto interna como externamente.
3.1) Se livrar de percepções negativas a respeito de si mesmo sustentadas por muito tempo; essa é a reestruturação interna; A pessoa rearranja os detalhes práticos e sua vida cotidiana, estabelecendo meio de aperfeiçoar sua organização e controle; essa é a reeconstrução externa.
3.2) A estrutura é a questão central do tratamento do DDA. Pode ter resultados surpreendentes.3.3) Está relacionada a:Listas;-Lembretes;-Anotações;-Cadernos de apontamentos;-Sistemas de arquivamento;-Quadros de avisos;-Cronogramas;-Recibos;-Caixas de entrada e saída de correspondência;-Secretárias eletrônicas;-Sistemas de computação;-Despertadores de mesa e pulso;-A estrutura diz respeito ao conjunto de controles externos que a pessoa estabelece para compensar seus controles internos, nos quais não pode CONFIAR.-
Um sistema de controle externo é ESSENCIAL.-Você insere certos compromissos ou obrigações regulares no padrão de sua semana de modo a atendê-los automaticamente.- Você começa fazendo uma lista de todas as suas tarefas regulares, obrigações e compromissos a cada semana – seus gastos fixos de tempo, digamos assim. Em seguida você faz uma GRADE de sua semana em um CALENDÁRIO ou cadernos de apontamentos, encaixando cada obrigação fixa em um período REGULAR DE TEMPO.-Com o tempo, esses compromissos (podem) enraizar em seu subconsciente. (OBS: o “podem” é por minha conta).-Usando planejamento padrão, você poderá colocar sua vida nos trilhos. É incrível quanta energia mental pode ser necessária para planejar essas monótonas tarefas cotidiana, e como o planejamento padrão por FACILITA-LAS.
29/12/2006 13:56
Dicas EXTRAS (colhidas de conversas parentes, psicologos, neurologistas e naàinformais com portadores de DDA, internet):
1) As vezes comprar um protetor auditivo (isolando sons do meio ambiente), ajuda a ler sem perder o foco com barulhos externos.
2) Contar até 10 antes de falar algo movido pela “impulsividade” (OBS MINHA: haha, parece fácil falando...)
3) Planejamento é fundamental, só que temos que conhecer nossos limites, não adianta se matricular em “trocentos cursos” ao mesmo tempo, pois no final das contas não conseguimos concluir nenhum.
4) Pra quem tem problemas de sono, algo natural que pode induzir ao sono sem causar dependência e ainda é um ótimo antioxidante é a MELATONINA. Mas há quem diga que pode comprometer a produção endogena da mesma. É vendido só nos EUA por laboratórios conceituados como OPTIMUM e SATURN. Também ajudaria na memória, pois se dormimos mais, o cérebro agradece.
5) Já vi muita gente recomendar técnicas de respiração, Yoga, que seria altamente eficaz. Mas os neurologistas em sua maioria condenam essas práticas alternativas, e essas condenam o uso do remédios.
Minha opinião: Devemos controlar os sintomas e lograr progressos apelando em todos os campos! Remédios da alopatia + fitoterapia + terapia cognitivo comportamental + livros + palestras + encontros + visitas regulares ao neurologista/psiquiatra, frente dietética, comportamental, etc. Daniel Amen [NÃO LIà“Transforme Seu Cérebro, Transforme sua Vida” de ESSE LIVRO, só tenho esses trechos de alternativas ao controle do DDA]1) Pessoas com problemas no Córtex Pré-Frontal (OBS: DDAs por exemplo) já têm uma tendência natural a “buscar conflito”, mas é importante se manter calmo e firme, mesmo quando provocado: -Não grite;-Quanto mais a voz dela aumenta, mais sua voz deve diminuir.-Se você sente a situação começar a sair do controle, dê um tempo. Dizer que você precisa ir ao banheiro pode ser uma boa receita.Provavelmente a pessoa não vai tentar impedi-lo. Pode ser uma boa idéia Ter um livro grosso em mãos, caso a pessoa esteja realmente transtornada e você precise se afastar por um longo período.-Use de humor (mas não humor sarcástico ou bravo) para apaziguar a situação.-Seja um bom ouvinte. Diga que você quer entender e trabalhar a situação, mas só pode fazer isso quando as coisas estiverem tranqüilas.
2) A intervenção nutritiva pode ser especialmente útil nessa parte do cérebro. As melhores fontes de proteína que eu recomendo são as carnes magras, ovos, queijos magros, nozes e legumes, que ficam mais equilibradas com uma porção saudável de vegetais. Um café da manhã ideal consiste de uma omelete com queijo magro e carne magra, como a de frango. Um almoço ideal consiste de atum, frango ou salada de peixe fresco, com legumes mistos. Um jantar ideal contém mais carboidratos, para equilibrar a refeição com carne magra e legumes. Eliminar açucares simples (como nos bolos, doces, sorvetes e guloseimas) e carboidratos simples, que são prontamente quebrados em açúcar (como pão, massa, arroz e batatas), terá um impacto positivo no nível de energia e aquisição de conhecimento. Essa dieta ajuda a elevar os níveis de dopamina no cérebro. É importante observar, no entanto, que essa dieta não é ideal para pessoas com problemas no cíngulo ou de concentração excessiva, que geralmente se originam de uma relativa deficiência de serotonina. Os níveis de serotonina aumenta, a dopamina tende a decrescer e vice-versa. Suplementos nutritivos podem também surtir efeito positivo nos níveis de dopamina do cérebro e melhoram o foco e a energia. Eu freqüentemente faço meus pacientes tomar uma combinação de tirosina (500 a 1.500 miligramas duas ou três vezes ao dia); sementes de uva OPC (oligomeric procyanidius) ou casca de pinho, encontradas em lojas de produtos naturais (meio miligrama por quilo do peso do corpo); e gingko biloba (60 a 120 miligramas duas vezes ao dia). (OBS DO MEU NEURO: BOBAGEM, PODE TENTAR...)Parte inferior do formulário
29/12/2006 14:06 plus bizarrice).
Esses suplementos ajudam a aumentar o fluxo de dopamina e o fluxo sangüíneo no cérebro e muitos dos meus pacientes relatam que eles ajudam na energia, na concentração e no controle de impulso. Se quiser tentar esses suplementos, fale com seu médico. [OBS MINHA: Conversando com alguns neurologistas, eles me disseram que isso não faz a menor diferença no trato c/ o DDA, mas que uma alimentação regrada é importante em qq contexto] 3) (OBS: Isso é bizarro!!!) Tente o Foco Mozart? Um estudo controlado descobriu que ouvir Mozart ajudava crianças com DDA. Rosalie Rebollo Pratt e colegas estudaram 19 crianças com DDA, entre os sete e dezessete anos. Eles tocavam discos de Mozart para as crianças, três vezes por semana, durante sessões de biofeedback de ondas cerebrais. Eles colocavam o 100 Masterpieces , volume 3, que incluía o Piano n.º 21 em dó, O Casamento de Fígaro , o Concerto para Flauta n.º 2 em lá, Don Giovanni e outros concertos e sonatas. O grupo que ouvia Mozart reduzia sua atividade de ondas cerebrais teta (ondas lentas que são freqüentemente excessivas no DDA) ao ritmo exato do compasso subjacente da música; e exibia melhora de concentração e controle de humor, diminuindo a impulsividade e aumentando a habilidade social. Entre os sujeitos que melhoraram, 70 por cento mantiveram essa melhora seis meses depois do fim do estudo e sem treinamento posterior. (Estas descobertas foram publicadas no International Journal of Arts Medicine, 1995.)eu tirei do orkut, do Sr. Casa Nova. Nunca mais ví ele no orkut.....Aproveite estas dicas, imprima-as e guarde-as e envie-as para quem estiver necessitanto......Um abraço eBoa sorte a todos!Helena

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Sábado, 19 de Julho de 2008
  CONHECIMENTO SOBRE TDAH NO BRASIL


Pesquisa Datafolha mostra que menos de 5% dos pacientes com TDAH no Brasil recebem tratamento.

1 - cérebro em repouso
2 - cérebro com TDAH

Segundo o estudo, as crenças podem dificultar o tratamento dos portadores da doença. O Instituto Datafolha ouviu 3.122 pessoas destas, 2.117 com idade superior a 16 anos, de todas as regiões do país e mais 1005 profissionais da área de saúde e educação sendo: 500 educadores, 405 médicos (128 clínicos gerais, 45 neurologistas, 30 neuropediatras, 72 pediatras, 130 psiquiatras) e 100 psicólogos brasileiros, das dez principais capitais (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre) para descobrir o nível de conhecimento dos entrevistados sobre o Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH). A pesquisa revelou que todos os grupos de entrevistados possuem crenças relacionadas ao TDAH, que é um dos transtornos mentais mais comuns com implicações que variam de dificuldades no desempenho escolar a problemas psicológicos e sociais. Nenhuma das crenças apresentadas, como a ausência dos pais, tem respaldo científico, o que pode dificultar o diagnóstico e o tratamento da patologia. Realizada entre 29 de junho e 5 de julho de 2006 com a população em geral e entre 31 de agosto e 20 de outubro de 2007 com os educadores e profissionais da área médica, a pesquisa teve como objetivo investigar o nível de informação dos grupos sobre os atributos clínicos, o diagnóstico, manejo e tratamento dos portadores de TDAH. Dados de 2006 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 3.723.607 possuem o transtorno sendo 3,5% das crianças entre 0 e 14 anos e 1,5% dos jovens de 15 a 64 anos. A pesquisa do Datafolha procurou investigar se os entrevistados já tinham ouvido falar da doença e sua opinião sobre os atributos clínicos e fontes de informação sobre o TDAH, as condutas dos médicos e psicólogos no diagnóstico e tratamento dos pacientes e a fonte de indicação para o tratamento. No caso da população em geral, 9% disseram já ter ouvido falar do transtorno, contra 87% dos educadores, 97% dos médicos e 100% dos psicólogos. O percentual de médicos que acreditam que muitas crianças têm o diagnóstico do TDAH porque os pais são ausentes é de 55% dos pediatras, 53% dos neurologistas, 45% dos clínicos gerais, 42% dos psiquiatras e 25% dos neuropediatras. No caso da população, apenas 3,65% concordam com esta opção. “O TDAH é um problema de saúde importante e não tem relação com pais ausentes ou com a falta de imposição de limites para as crianças”, informa o porta voz do estudo, Dr. Fábio Barbirato, Psiquiatra da Infância e Adolescência. Quando comparadas, as categorias médicas apresentam diferenças significativas nas afirmações da pesquisa: os pediatras apresentam a menor concordância (1%) com a informação de que o TDAH é uma doença e deve ser tratada com remédios. No caso dos neuropediatras, existe uma maior aceitação (90%) para a informação de que a pessoa pode conviver bem com a doença sem um tratamento. Os neurologistas têm maior percentual de aceitação (35%) para uma citação que afirma que a medicação para o TDAH causa dependência. Já os clínicos gerais manifestaram a menor porcentagem (67%) de concordância com a afirmação de que o benefício do uso dos medicamentos é maior do que os efeitos colaterais e os pediatras concordam que esportes substituem o tratamento para a patologia, 26%. De acordo com o Dr. Marco A. Arruda, neurologista da infância e adolescência do Instituto Glia, “esses dados infelizmente comprovam o desconhecimento dos médicos sobre o transtorno e o seu tratamento, uma vez que os psicoestimulantes, utilizados no tratamento do TDAH, são medicamentos com numerosas evidências científicas de eficácia e segurança na população infantil”. Embora a avaliação dos grupos mostre uma consciência sobre a existência do TDAH, existem grandes equívocos relacionados à patologia. No caso dos médicos e educadores, esses equívocos são mais graves, pois, eles são os responsáveis pelo encaminhamento e tratamento dos portadores da doença. O grupo dos professores é o mais sensível aos sintomas já que 56% dos entrevistados afirmaram que a escola os direcionou ao tratamento. “É urgente o estabelecimento de um programa de capacitação e educação continuada para profissionais que lidam com TDAH, assim como um efetivo programa de informação aos pais e escolas, de forma a garantir o diagnóstico correto e o tratamento bem sucedido dos portadores de TDAH”, afirma Dr. Fábio Barbirato. O tema “Pesquisa Datafolha sobre o conhecimento da TDAH no Brasil: há excessos no diagnóstico e tratamento de nossas crianças?” será abordado e discutido no “Congresso Aprender Criança” que acontecerá nos dias 23 e 24 de agosto em Ribeirão Preto-SP. O “Aprender Criança” tem uma comunidade virtual com o intuito de traduzir e replicar as descobertas médicas para as salas de aula. Esse esforço tem como intuito integrar neurocientistas e educadores para que o ensino seja aprimorado desta forma, todos os estudantes conseguirão aprender o conteúdo escolar. Para participar da comunidade, o site é:
www.aprendercrianca.com.br
 
Quinta-feira, 17 de Julho de 2008
  O adolescente e as funções executivas no TDAH

O sucesso é o resultado de foco e metas bem definidas
O TDAH ou Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade apresenta modelos neurobiológicos distintos. Um deles é o da disfunção executiva ou síndrome disexecutiva, onde o TDAH cursa com comprometimento de áreas cerebrais responsáveis pelas funções executivas. Mais especificamente, a região anterior do lobo frontal (região pré-frontal) é a responsável pelas funções executivas, que vão desde a capacidade do indivíduo planejar e desenvolver estratégias para a resolução de problemas à realização de metas de vida, o que exige, entre outras habilidades, a flexibilidade de comportamento, integração de detalhes num todo coerente e o manejo de múltiplas fontes de informação, todos coordenados com o uso de conhecimento adquirido.
Funções executivas são, na verdade, todos os comportamentos voltados para a realização de um objetivo ou de uma tarefa. Praticamente, quase tudo na vida é função executiva. Estabelecer prioridades, estar motivado para iniciar o dia, planejar-se com antecedência para o dia seguinte, ter o autocontrole e auto-regulação das emoções, colocar suas idéias em uma
ordem lógica para que sejam bem sucedidas, botar um plano em prática monitorizando o comportamento passo a passo, olhar à frente e ver se o seu projeto está saindo conforme o esperado ou mudar o seu rumo caso avalie ser necessário, frear comportamentos inadequados, manejar adequadamente o tempo, lidar bem com os estresses normais da vida diária, aprender com os erros, entre outros, são exemplos de função executiva. Sabemos que o amadurecimento das regiões cerebrais responsáveis pelas funções executivas só se completa por volta dos 20 anos de idade. Ora, então como ficam as crianças pequenas, com essas regiões cerebrais ainda tão imaturas?! Crianças em idade pré-escolar e escolar (portadoras ou não de TDAH) usam as funções executivas de seus pais, professores, babás, etc., que funcionam todo o tempo como função auxiliar ou lobo frontal acessório dessas crianças (lembrar que o lobo frontal é a região cerebral responsável pelas funções executivas). Concluímos assim que crianças pequenas não terão tantos problemas em termos de função executiva, uma vez que algum adulto sempre estará por perto para suprir tais funções, supervisionando-as todo o tempo, por exemplo, lembrando-as da hora do banho, de estudar para a prova, de comprar o presente da amiga que faz aniversário, de checar se os deveres estão bem feitos, de estudar junto, de arrumar as roupas e gavetas, etc. E quando é que o prejuízo das funções executivas passa a ser problema, então? O problema começa quando a criança portadora de TDAH (o TDAH cursa com comprometimento das funções executivas) cresce e passa a ser visto pelos pais como um pequeno adulto (o filho idealizado). Quem nunca ouviu um pai ou uma mãe dizendo que seu filho (ou filha) de 10, 12 ou 15 anos já está um rapaz, uma moça, que são muito responsáveis e que já se viram sozinhos pra tudo. Se a entrada na puberdade é realmente um problema para as crianças de um modo geral, o que não dizer para o adolescente portador de TDAH? A adolescência é um período difícil (muitas transformações hormonais, biológicas) em que as pressões escolares e da vida, de modo geral, aumentam muito, cobrando desses jovens todo o tipo de coisas que muitas vezes eles ainda não se encontram prontos (biologicamente amadurecidos) para realizar. Não raramente eles passam a se sentir sozinhos e culpados, assumindo para si a responsabilidade de corresponder as expectativas de seus pais e as do mundo, quando muitas vezes eles ainda não vão ter essa condição e o pior, muitos podem não saber lidar com o sentimento de frustração, vergonha ou de incompetência que geralmente surge nessa hora.E se os adolescentes de modo geral ainda precisam muito do apoio e suporte dos pais, mais ainda os adolescentes portadores de TDAH, que certamente apresentarão mais problemas acadêmicos e de socialização do que jovens da mesma idade, não portadores de TDAH. Pesquisas em todo o mundo mostram que adolescentes com TDAH têm muito mais chance (em relação a jovens de mesma idade sem o TDAH) de serem mais imaturos e impulsivos, com mais atitudes desafiadoras, de apresentarem maior número de repetências e de abandono da escolaridade formal, de expulsões do colégio, de quedas, fraturas e hospitalizações, de gravidez precoce e DST (doenças sexualmente transmissíveis), de mais problemas com figuras de autoridade e com a Justiça, de terem maior índice de depressão e ansiedade, de uso abusivo de álcool, drogas e tabaco precocemente, de terem um estilo de dirigir perigosamente, etc. Questões citadas acima merecem toda a nossa atenção, pois são tidas como questões de pior prognóstico ao longo da vida do indivíduo. Assim, os pais devem estar sempre ao lado de seus filhos nessa passagem tão delicada da puberdade para a vida adulta, estando sempre disponíveis quando eles precisarem e na medida do possível, abrindo mão das expectativas sobre eles, uma vez que isso costuma se tornar um fardo muito pesado sobre os ombros dos filhos.

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Terça-feira, 8 de Julho de 2008
 

Neander, vice presidente da ABDA, Dr. Ênio, Dr. Paulo Mattos e Dr. Erasmo Casella, em evento sobre o TDAH para Educadores, em Sao Paulo, recentemente, no Business Caesar.

Paulo Mattos


Reportagem recente acerca do Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) sugeriu que alguns médicos teriam procurado influenciar os demais através de publicações encomendadas pela indústria farmacêutica, citando como exemplo a publicação da qual fui editor convidado. Gostaria de comentar brevemente o conteúdo desta matéria.1) A publicação de revistas médicas, em qualquer especialidade, é custeada com publicidade, de acordo com a regulamentação de nossa autoridade sanitária, a ANVISA. Uma publicação destinada a psiquiatras terá, por conseguinte, publicidade de medicamentos de uso psiquiátrico.2) Acreditar que publicidade influencia o conteúdo dos artigos seria o mesmo que dizer que como os bancos estão entre os maiores anunciantes das emissoras de TV e dos jornais, qualquer matéria jornalística sobre o sistema bancário deva ser considerada suspeita.3) Os artigos na publicação representam o resultado do trabalho de médicos e psicólogos renomados envolvidos em pesquisas nas diversas áreas relacionadas ao TDAH.4) Em obediência aos princípios de transparência que regem as publicações científicas, todos os autores, sem exceção, informaram todos os potenciais conflitos de interesses (verbas para pesquisa, participação em comitês de indústrias farmacêuticas, etc.), de modo que o leitor pudesse ajuizar a sua independência em relação ao que foi escrito. Todos os artigos foram avaliados e julgados por outros experts, de modo anônimo.Tendo mais de 20 anos de formado, já assisti a vários movimentos semelhantes ao que hoje vemos em relação ao TDAH. Já presenciei uma passeata ruidosa em frente ao hospital onde trabalhava “contra” o Transtorno do Pânico, que seria uma doença “inventada” por laboratórios para vender medicamentos. O mesmo já aconteceu com várias outras doenças e o TDAH parece ser simplesmente a “bola da vez”.A descoberta e divulgação de conhecimentos científicos freqüentemente causam impacto porque colocam em xeque conhecimentos anteriores e, algumas vezes, crenças pessoais. Mas é assim que evolui a ciência. O debate científico exige hipóteses que possam ser testadas em pesquisas científicas, os argumentos devem ter coerência e serem fundamentados em dados objetivos, não em discursos repletos de retórica e citações de efeito. As discussões não são vencidas pela crença da maioria e sim pelo questionamento das hipóteses a partir de estudos científicos com metodologia rigorosa. E os estudos de que dispomos até o momento informam claramente que o TDAH é um transtorno neurobiológico, com importante participação genética, causando sérios prejuízos aos portadores, sua família e à sociedade. Se alguém souber de dados científicos em contrário, tem a obrigação moral de publicá-los, para que também sejam avaliados criteriosamente pelos demais. Não há mais espaço para opiniões pessoais, o famoso “achismo”.Como os associados da ABDA podem avaliar uma reportagem sobre TDAH? Uma matéria que só apresenta um único ponto de vista e nem sequer entrevista quem pensa diferente dificilmente será minimamente séria, por razões óbvias. Quando os “especialistas” entrevistados são desconhecidos da comunidade científica e seus nomes não constam em nenhum banco de dados de publicações científicas e não participam de grupos de pesquisa universitários, é possível ter certeza de que se perdeu tempo.Por último, gostaria de mencionar que o mais me incomodou na reportagem foi a sugestão de que as crianças com TDAH precisariam “de amor”. Considero isto um desrespeito com todas as mães e pais que sofrem com um filho portador e que tentam ajudá-lo de todas as formas possíveis, justamente porque o amam.

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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008
  Palestra sobre TDAH nas escolas da rede MV1



A neuropsiquiatra Evelyn Vinocur faz palestras para pais e educadores. Essa palestra foi no colégio MV1 para os profissionais de Educação. Quinze Escolas parceiras compareceram à palestra, que foi super produtiva e esclarecedora.

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  Princesinha, sonhadora e no mundo da lua!
Minha Princesa, tão sonhadora e no mundo da lua... esse é o perfil da menina desatenta e com a cabecinha no mundo da lua. Elas podem ficar "anos a fio" sem chamar a atenção dos pais e dos professores. Apesar de avoadas e viverem em seu mundo de devaneios, elas podem ser boas alunas e até tirarem boas notas, principalmente as muito inteligentes; chega na semana da prova, elas se "tocam" que precisam estudar e mostrar rendimento aos pais e então se desesperam, tiram xerox do caderno da colega "cdf" e decoram tudo! Na verdade, essas meninas geralmente são tímidas, querem passar desapercebidas e fazem tudo para não chamarem a atenção. Mas infelizmente chega uma hora em que os estudos começam a aumentar, os professores se "multiplicam" e a responsabilidade cresce assustadoramente. Algumas meninas desatentas começam a ficar ansiosas ou deprimidas, exaustas e cada vez mais confusa e desorganizada, até que chega a um ponto onde a escola começa a chamar os pais para entenderem o que está acontecendo com aquela menina que deixou de ser boa aluna...
Dependendo de alguns fatores, a vida daquela menina pode evoluir tragicamente, com declínio assustador da auto-estima, um pavor da escola, muitas chegando a abandonar os estudos. Em casa, começa a onda de terror, com todo o tipo de agressão e apelidos. Esse tipo de menina é muito confundida pelos pais e professores como sendo derrotada, preguiçosa, sem força de vontade, "pouco inteligente" e sem qualificação pra nada, que nasceu mesmo é pra ficar "de cara pro fogão" e olhe lá...
Invariavelmente, essas crianças e adolescentes vão evoluir com comorbidades, como depressão ou ansiedade. E o pior, elas mesmas acabam acreditando que nao servem para nada, que são idiotas e derrotadas, e a vida vai surfando sobre uma espiral decrescente e com prognóstico sombrio. Muitas dessas crianças poderão apresentar o TDAH ou Déficit de atenção e hiperatividade - condição neurobiológica e de ordem genética e que precisa ser tratada. O tratamento é eficaz mas é preciso dar toda orientação e suporte aos pais e familiares, bem como ao sistema Educacional. Lamentavelmente, o TDAH ainda é uma condição que, apesar de séria, limitante e crônica, ainda é muito pouco entendida e conhecida.

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Domingo, 6 de Julho de 2008
  Levados da breca!
Não é de hoje que criança desafia a professora... e desafia os pais... e figuras de autoridade... tudo bem, muitas vezes comportamentos opositivos, arrogantes e implicantes fazem parte da infância e desaparecem naturalmente com a idade. Mas fique de olho, porque se tais atitudes forem muito frequentes a ponto de causar comprometimento na vida da criança, elas podem ser o resultado de alterações em áreas cerebrais. E nesses casos, as crianças irão precisar de tratamento com especialista no assunto.
Os pais ficam desesperados quando seus filhos se tornam verdadeiros pestinhas, bagunceiros, desorganizados e "à mil por hora". Suplicam, imploram, prometem mil recompensas por meia hora de paz e sossego! Mas o menino nao pára. Simplesmente nem ouve os seus apelos. Continuam correndo, pulando, mexendo em tudo e falando sem parar, pra tortura e desespero dos pais e dos professores.
E por conta desse comportamento frenético dessas "crianças-furacão", eles se tornam desatentos, impacientes, desengonçados, avoados, impopulares diante dos colegas e certamente serão excluídos do grupo. Muitas vezes, os pais são chamados à escola para darem jeito no filho, e, caso a criança não desacelere, a escola se coloca insuficiente e sem recursos para educar aquele menino, ou seja, um sutil convite para que os pais o retirem da escola.
Infelizmente, essa situação é extremamente frequente em nosso meio, e o pior, é erradamente entendida como má educação por pais sem limites. Que nada! O problema é genético, biológico e a criança, coitada, sofrendo das consequências de alterações em seu cérebro. A família não raro fica impotente e hostil, rotulando, gritando e praguejando contra seu filho, como se ele estivesse fazendo tudo isso de propósito. Mas esse descontrole total do comportamento e dos impulsos tem nome: transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. E o melhor:
tem tratamento e controle com resultados bastante eficazes!

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O que até há pouco tempo se achava que era preguiça e falta de força de vontade, hoje sabemos tratar-se de um transtorno neurobiológico comum, afetando a vida de crianças, jovens e adultos de ambos os sexos.

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Nome: Evelyn Vinocur
Local: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil

Eu sou médica e tenho interesse em transmitir tudo o que há de mais recente e atual sobre os transtornos emocionais, tema que eu acho de total relevância para o conhecimento de toda a população, pois muitas vezes impede que a vida da pessoa transcorra com o sucesso esperado. Tenho me dedicado ao estudo das depressões, do transtorno Bipolar, do TDAH e dos distúrbios neuropsiquiátricos em geral. Sou membro associdado da ABDA - Associação Brasileira de Déficit de Atenção.

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