TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Sábado, 27 de Junho de 2009
  GRUPO DE APOIO A PORTADORES DE TDAH AMIGOS E FAMILIARES - RJ

Grupo de apoio a pais e portadores de TDAH com incentivo à leitura

local: Av 28 de Setembro 389 - sétimo andar - auditório - Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ

HORÁRIO: 20 hs

tel: 021 2576-5198 ou 021 7811-1694

O grupo de apoio a pais e portadores do TDAH será realizado na segunda-feira, dia 29 de junho de 2009, na próxima segunda -feira, as 20 HORAS.

Os nossos grupos tem sido um verdadeiro sucesso!

Portadores e familiares do Rio de Janeiro e de outras cidades do Estado do Rio comparecem ao grupo e a troca entre essas famílias enriquece muito o grupo.

Cada participante coloca as suas questões para o grupo que troca vivências, experiências, dúvidas e angústicas que vem sofrendo.

A neuropsiquiatra Dra Evelyn Vinocur e a Psicóloga Rita Tavares, ambas especialistas em Saúde Mental da Infância e Adolescência e Psicoeducação para criancas, jovens e adultos, realizam dinâmicas com o grupo, com o objetivo de avaliar funções de extrema importância no TDAH como atenção seletiva, atenção sustentada, perseveração, distratibilidade, inibição de impulsos inadequados, controle da impulsividade, habilidade social, resolução de problemas e outros.

É servido um lanche e ao final, sorteamos o livro NO MUNDO DA LUA, do Prof. Paulo Mattos. Contamos com a presença de todos vocês para os próximos encontros.

Estamos promovendo, junto aos participantes, a realização de exercícios específicos em treinamento de habilidades sociais e resolução de problemas, uma vez que desenvolver as funções executivas nos portadores e mesmo nos familiares é de suma importância.

Tragam seus familiares e amigos!!

Um abraço a todos, e até segunda-feira, dia 29.

Evelyn Vinocur

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Sábado, 7 de Março de 2009
  TDAH NA ESCOLA - COMO LIDAR COM CRIANÇAS DIFÍCEIS?
"Um dos principais problemas observados no processo pedagógico são os comportamentos inadequados de alguns alunos nas diversas atividades escolares. O despreparo dos docentes para lidar com os conflitos que surgem nas salas de aula também contribui para a configuração do quadro. Além disso, geralmente, a proposta educacional da escola prevê um único tipo de enquadramento dos alunos no processo pedagógico. Por não se adequarem ao padrão pedagógico convencional, é comum que alunos com TDAH reajam negativamente, ficando inadequados(Faustino Reis e Pompêo de Camargo, 2006).Não há dúvidas quanto à importância do ambiente escolar para a formação e qualidade de vida da criança. A responsabilidade das Instituições de Ensino vai muito além do cumprimento do conteúdo programático exigido. Escola e Educador precisam estar atentos e comprometidos com o aluno, saber o seu nome, quem são seus pais, como ele se comporta na aula e assim por diante. Somente conhecendo bem o aluno, poderá o professor detectar precocemente qualquer mudança de comportamento ou algo estranho que ele venha a apresentar, inclusive nos casos de maus-tratos, onde a criança pode chegar machucada na escola ou simplesmente mudar o comportamento, ficando desatenta, inquieta ou sonolenta na aula. A Escola tem a obrigação de proteger o aluno, mas ela precisa contar com profissionais preparados para lidar com questões delicadas, como é o caso de crianças portadoras de transtornos mentais.Os programas de apoio à família são altamente eficazes, reforçam o “vínculo família-escola” e promovem a saúde escolar, levando a um aumento significativo do comprometimento entre professor e aluno. É urgente que cada escola tenha um profissional qualificado para mediar “situações-problemas”, tão logo ocorram.Quando uma criança causa problemas em sala, podemos nos deparar com situações “desconfortáveis”, como é o caso de crianças com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, que são geralmente inquietas, impulsivas e desatentas, deixando o professor sem saber o que fazer. Escolas mal informadas não sabem que a condição é um transtorno mental que precisa ser diagnosticado o quanto antes, uma vez que o tratamento precoce é bastante eficaz.Entretanto, como falamos anteriormente, as comorbidades são freqüentes no TDAH, agravando o quadro e complicando o tratamento. Cerca de 30% dos casos não se beneficia do tratamento medicamento sozinho. A criança vai precisar da avaliação e tratamento com outros profissionais.Também não podemos dispensar o tratamento aos pais, para reorganizar a dinâmica familiar que muitas vezes é caótica nesses casos. Igualmente, a avaliação dos professores daquela criança é preciosa e não pode ser dispensada. Mas parece que às vezes fica mais fácil achar que o filho é preguiçoso, rebelde e teimoso ou botar a culpa nos pais ou na escola.A verdade é que não sabemos lidar com crianças difíceis. Vamos arregaçar as mangas e ir à luta, pois as crianças precisam de nós, do nosso empenho e de que acreditemos num futuro melhor para elas.

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Domingo, 7 de Dezembro de 2008
  TDAH - na escola, na família, habilidades sociais e tratamento
TDAH A BANALIZAÇÃO DO DIAGNÓSTICO
Muita gente fica dizendo por aí que é hiperativo. Cuidado! Na verdade, o TDAH corresponde a apenas cerca de 5% da população mundial. É importante consultar um especialista antes de fazer um diagnóstico, pois o problema pode ser outro.QUEM PERCEBE?Normalmente, a professora tem mais facilidade para notar uma criança quando essa se destaca dos seus pares. Afinal, ela passa muitas horas do dia com um grupo de crianças iguais em termos de idade e condição intelectiva e fica fácil para ela identificar uma ou duas, dentro da sala, que saem muito do comportamento esperado em aula. Assim, cabe as professoras a responsabilidade de avisar a coordenação da escola para que essa se encarregue de chamar os pais e solicitar uma avaliação para a criança.
SINTOMAS
Geralmente, crianças portadoras de TDAH apresentam dificuldades em manter a atenção em um mesmo foco por um certo tempo, são inquietas, não conseguindo ficar paradas na carteira, se mexem o tempo todo, atrapalhando o ritmo da aula. Não raro são impulsivas, têm dificuldade para esperar a vez e tudo isso junto acaba se tornando um fator de exclusão pelos colegas. Podem ser sensíveis, muito sinceros e se envolverem em confusão constante com os colegas, ficando impopulares no grupo. Não costumam ter habilidades na parte social, o que dificulta ainda mais a manutenção das amizades. Têm muita dificuldade em seguir regras, aceitar limites, e é muito importante sabermos diferenciar se a criança não consegue mesmo submeter-se a regras ou se ela simplesmente não tem vontade em acatá-las, condição que é comum em outros transtornos que não o TDAH. Vale ressaltar que o TDAH pode cursar com outros transtornos de comportamento, dificultando o diagnóstico do caso.
DIVULGAR FAZ A DIFERENÇA
Infelizmente, ainda é muito grande a falta de conhecimento sobre os transtornos mentais na infância e adolescência e como eles se comportam e como podem evoluir ao longo da vida. Muita gente ainda pensa que criança não sofre e muito menos que tem problema emocional. Lamentavelmente, muitos profissionais das área de Saúde e Educação desconhecem a complexidade das implicações de um diagnóstico errado e podem acabar generalizando e colocando as crianças dentro de um espectro restrito, como se toda criança hiperativa ou desatenta fosse TDAH e ponto.
TRATAMENTO MULTIDISCIPLINAR
Ainda nos dias de hoje, muitos pais deixam seus filhos fazendo tratamento com um só profissional, ainda que não vejam resultados satisfatórios. Lembrar que um profissional sozinho não consegue tratar de uma criança. É indispensável que o tratamento seja feito com vários profissionais diferenciados e especializados em Saúde Mental da Infância e Adolescência. Psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo, psicomotricista, terapeuta de família e outros são fundamentais para o tratamento da maioria das crianças. Vemos com freqüência situações de perda de tempo e desgaste, anos a fio sem resultado e famílias ressentidas, frustradas, desgastadas e com raiva por todo um investimento emocional e financeiro sem retorno. Em outras palavras, sempre é importante que a criança seja avaliada por mais de um profissional especializado.
ÉTICA
Muitos profissionais são honestos e éticos. Sabem dos seus limites. Cada profissional representa uma parte do contexto. Tratar uma criança representa consciência e responsabilidade. Isso é a ética profissional. A todo o instante, a ciência evolui no campo da Saúde mental da infância e adolescência, cabendo aos profissionais participarem de simpósios, palestras, congressos, grupos de estudo, etc., sempre se atualizando, pois esse domínio está em franca expansão e a cada dia surgem novas pesquisas e técnicas mais eficazes para o manejo dessas crianças. Infelizmente, ainda vemos alguns profissionais tentando – sozinho – suprir todas as demandas de transtornos que necessitam de tratamentos com profissionais de diferentes áreas de atuação.A CRIANÇA PRECISA DE SUPORTECrianças com TDAH apresentam, geralmente, fraco desempenho escolar, dificuldades de atenção, hiperatividade e impulsividade, com grande dificuldade na realização de tarefas. Ao contrário do que muitos pensam, o TDAH não é um transtorno de aprendizagem, podendo cursar com dificuldades no aprendizado. Também não é real o que muitos pensam que crianças com TDAH são gênios, na verdade, são crianças normais, com níveis normais de inteligência. Algumas crianças podem se dar bem nas provas, não sendo necessário a presença de notas baixas. Os portadores de TDAH podem estudar na véspera, xerocar cadernos de colegas e tirar boas notas. Principalmente as crianças que gostam de estudar. Os portadores de TDAH fazem muito bem aquilo que gostam. Nunca banalize ou desconsidere os motivos caso seu filho for expulso ou repreendido várias vezes em sala de aula. Procure saber o que se passa e leve seu filho para ser avaliado por um especialista. Providencie o que for necessário para que ele desenvolva seus pontos fracos. Nada ocorre por acaso. É comum ouvirmos pais dizerem que os filhos não dão para os estudos, mas na verdade, qual é a criança que quando não consegue aprender, vai gostar de estudar? Reflita sobre isso com carinho.
HABILIDADE SOCIAL BAIXA
O comportamento agressivo, impulsivo e a pouca habilidade social podem resultar em baixa aceitação pelos colegas, professores e familiares. Geralmente eles se tornam impopulares dentro do grupo, ficando isolados e sentindo-se abandonados e fracassados, sem entendimento do que está se passando. Por isso a criança precisa muito de ajuda. A falta de habilidade social pode também resultar em comportamentos evitativos ou de fobia social, resultando em comportamentos de esquiva em situações onde ele tem que ser avaliado, falar em público, abordar uma garota entre outras. Atividades de teatro, dramatização, leitura em voz alta, acolhimento e atenção, elogios e integração da criança dentro do grupo vai facilitar muito a vida da criança. Técnicas específicas de treinamento em habilidades sociais são imprescindíveis, tais como aprender a ouvir os outros, como fazer novas amizades, como iniciar e manter novas conversas, aprender a compartilhar, agradecer, se desculpar, oferecer ajuda, elogiar e aceitar elogios, trabalhar cooperativamente, compreender como o seu comportamento afeta os outros, ter empatia, etc.
ABANDONO
Se a criança for deixada de lado, rejeitada e desacreditada, o clima vai favorecer o crescimento do estigma social e preconceito. E “criança quando pega fama, deita e rola na cama”, como diz o ditado popular. Ainda mais que muitas delas, portadoras de TDAH, são mais imaturas, pois o TDAH cursa com imaturidade do sistema nervoso centra de mais ou menos três anos em relação as crianças sem TDAH, e geralmente elas acabam se tornando os “bobos da turma”, “os peles”, etc. e tudo isso favorece o seu distanciamento e desajuste na turma. Crianças com TDAH podem agredir as crianças sem o transtorno nos vários ambientes, escola, casa, rua, etc., por não dar conta de lidar com sentimentos negativos e destrutivos que acabam surgindo dentro delas e como são impulsivas, partem para a ação, falando e agindo sem pensar. Elas relatam sentimento profundo de fracasso precoce e muitas não entendem o motivo de não conseguirem ser como a maioria dos colegas, gerando auto-estima muito baixa e não raro, quadros depressivos e ou ansiosos. As comparações são feitas de modo muito sofrido por essas crianças, que se vêem rejeitadas enquanto outras são abraçadas, queridas e bem sucedidas. Um erro muito freqüente observado em nossa prática diária é o falso entendimento por parte de alguns pais que ao acharem que os filhos - por não aprenderem - nunca terão bom desempenho acadêmico e profissional e acabam por inseri-los precocemente no mercado de trabalho, mesmo que sem preparo e orientação para tal. Pesquisam mostram altas taxas de repetências e evasão escolar em portadores de TDAH.
RESULTADOS
O TDAH é 90% um transtorno genético e dimensional, podendo ir de casos leves à graves. Por isso, modere a expectativa. O certo é que, com o tratamento adequado, a criança vai ter grande melhora em todos os segmentos de vida.PAPEL DA ESCOLAA escola pode contribuir muito ao criar as suas estratégias pedagógicas. Manter rotinas em sala, constantes e previsíveis, estruturar regras claramente definidas e estabelecer limites ao comportamento, são alguns dos manejos importantes para o melhor desempenho do aluno. A criança com TDAH necessita de um nível mais alto de estimulação para funcionar melhor. É necessário envolvê-la em discussões, insistindo para que ela dê suas opiniões sobre os pactos e regras combinados. Dar funções especiais e destaques em sala de aula são recursos importantes. Distribuir papéis, apagar o quadro, transformá-la em ajudante de alguma coisa etc. Um sistema de sinais secretos, em que se avisa a criança quando ela ameaça extrapolar os limites, favorece o aluno e fortalece o vínculo relacional, evitando expor a criança mais uma vez ao grupo e à banalização das punições.
TRATAMENTO
A escola deve avaliar a eficácia do tratamento diretamente com os profissionais e exigir que os familiares levem a criança para se tratar. Essas crianças devem ser encaminhadas inicialmente ao psiquiatra infantil, independente de ser escolas públicas ou privadas, pois no SUS, em diversos centros de saúde mental, encontra-se atenção a esses casos. No mundo atual, com tantos recursos tecnológicos e psicofarmacológicos, é inconcebível que uma criança, cujo comportamento em interação influencie negativamente toda uma turma, fique sem atenção psiquiátrica e medicamentosa, quando necessário. É de suma importância ainda o acompanhamento psicoterápico. Ressaltar que os profissionais precisam ser especialistas em saúde mental da infância e adolescência.Algumas escolas trabalham em parceria com Núcleos de Saúde Mental da Infância e Adolescência, ou seja, são escolas que trabalham vinculadas a uma Equipe de profissionais competente no assunto. Essa estratégia de parceria mostra redução significativa nas taxas de repetência e de evasão escolar pois todos os problemas que ocorrem são rapidamente resolvidos dentro da Equipe de confiança da Escola, onde todos interagem em prol da criança e de seus familiares, que também são atendidos e acolhidos pela Equipe de Saúde Mental parceira. A escola, então, de posse do retorno desse profissional in loco, tomará as decisões cabíveis em cada situação. Isso tonifica os métodos disciplinares, tornando as regras mais fortalecidas e longe da vala da banalização.
CONCLUSÃO
Medidas complexas para casos complexos são a única maneira de dar a atenção necessária e assim acabar de vez com o paradigma de problema insolúveis. Frente a esse desafio, propomos um novo modelo de atendimento, baseado numa parceria escola – família - equipe especializada em saúde mental da infância e adolescência. Não é novidade que cada vez mais as escolas precisam estar capacitadas e competentes para receberem esses alunos. Os pais procuram, insistentemente, as escolas que tenham recursos adequados para o desenvolvimento global dessas crianças. Este é o modelo da melhor Escola.
CIESC – CENTRO INTEGRADO DO ESTUDO DO COMPORTAMENTO
tel: (021) 2576-5198
DRA EVELYN VINOCUR
http://www.tdahemfoco.com.br/
http://www.evelynvinocur.com.br/
www.evelynvinocur.com.br/blog
http://www.evelyn-tdah.blogspot.com/email:
evelynvin@hotmail.com

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Sábado, 22 de Novembro de 2008
  V Grupo de portadores/familiares de TDAH c/ incentivo à leitura
V GRUPO DE APOIO A PORTADORES, FAMILIARES E AMIGOS DO TDAH COM INCENTIVO À LEITURA. No Rio de Janeiro, em Vila Isabel.
DIA 08/12/2008, as 17 hs, 7o ANDAR, Auditório, AV. 28 DE SETEMBRO, 389
DÚVIDAS? LIGUE PARA 9989-5798 OU 2576-5198.
VENHA.
VOCÊ FAZ O GRUPO.
VOCÊ FAZ A DIFERENÇA PRA GENTE.
Qualquer reunião de grupo é fantástica. Dá um "up-grade" nos participantes. É uma energia positiva que cresce no grupo. Você fala, troca idéias e sentimentos, fala de sua experiências e de seus medos. Em contrapartida, ouve. Ouve como é a experiência do outro que está ali a seu lado, sofrendo o mesmo tipo de dor que você. E tira dúvidas, coloca novas questões, interage no social e muito mais.
Não é novidade que muitos portadores de TDAH apresentem dificuldades para terminar a leitura de um livro. Muitas vezes sequer começam. Outros preferem a leitura automática, onde a gente dá uma passada pela página, depois vai para o meio do livro e depois já está no final e pronto - ah, acabei de ler! E as razões para isso são as mais variadas, indo desde a atenção concentrada que fica prejudicada, ou pela agitação ou pela impulsividade... motivos não faltam. Pra não dizer daqueles que apresentam algum problema outro, como a dislexia... Por isso achamos bem legal o sorteio de um livro, à cada encontro, para de certo modo, incentivarmos a leitura aos nossos participantes! Vamos sortear o livro "no mundo da lua", do prof. Paulo Mattos. Uns petiscos e um refrigerante também faz parte dos nossos encontros. Esperamos por você, que sempre vai ter algo a ouvir, trocar, participar, enfim, contribuir para um mundo melhor. Não podemos nos esquecer que o TDAH precisa ser muito divulgado, conhecido pois o número de crianças, adolescentes e adultos que sofrem do TDAH sem sequer ter esse conhecimento ainda é enorme na nossa população e no mundo!!
ABS E ATÉ LÁ !!
EVELYN VINOCUR

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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
  III GRUPO DE APOIO A PORTADORES, FAMILIARES E AMIGOS DO TDAH COM INCENTIVO 'A LEITURA.
III GRUPO DE APOIO A PORTADORES, FAMILIARES E AMIGOS DO TDAH COM INCENTIVO 'A LEITURA.
NESSA SEGUNDA-FEIRA, DIA 03/11/2008, AS 18HS, NO SETIMO ANDAR, AUDITÓRIO, NA AV. 28 DE SETEMBRO, NÚMERO 389.
DÚVIDAS? LIGUE PARA 9989-5798 OU 2576-5198.
Não é novidade que muitos portadores de TDAH apresentem dificuldades para terminar a leitura de um livro. Muitas vezes sequer começam. Outros preferem a leitura automática, onde a gente dá uma passada pela página, depois vai para o meio do livro e depois já está no final e pronto - ah, acabei de ler! E as razões para isso são as mais variadas, indo desde a atenção concentrada que fica prejudicada, ou pela agitação ou pela impulsividade... motivos não faltam. Pra não dizer daqueles que apresentam algum problema outro, como a dislexia... Por isso achamos bem legal o sorteio de um livro, à cada encontro, para de certo modo, incentivarmos a leitura aos nossos participantes! Vamos sortear o livro "no mundo da lua", do prof. Paulo Mattos. Uns petiscos e um refrigerante também faz parte dos nossos encontros. Esperamos por você, que sempre vai ter algo a ouvir, trocar, participar, enfim, contribuir para um mundo melhor. Não podemos nos esquecer que o TDAH precisa ser muito divulgado, conhecido pois o número de crianças, adolescentes e adultos que sofrem do TDAH sem sequer ter esse conhecimento ainda é enorme na nossa população e no mundo!!
ABS E ATÉ SEGUNDA!!
EVELYN VINOCUR

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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
  GRUPO DE APOIO A PORTADORES DE TDAH E FAMILIARES EM VILA ISABEL

GRUPO DE TDAH - SEGUNDA-FEIRA DIA 08 DE NOVEMBRO DE 2008 !!


NÃO DEIXEM DE COMPARECER, POIS CADA UM DE VOCÊS É QUE FAZ O GRUPO SER UM SUCESSO. VENHA OUVIR, COMPARTILHAR, PARTICIPAR, TROCAR IDÉIAS E ENTENDER MELHOR DE UM TRANSTORNO QUE PRECISA MUITO QUE VOCÊ CONHEÇA E O DIVULGUE !!
AV. 28 DE SETEMBRO 389 AUDITÓRIO NO 7o ANDAR. DO LADO DA IGREJA UNIVERSAL, QUASE EM FRENTE A ESCOLA DE SAMBA VILA ISABEL.

VENHA TOMAR UMA COCA COM A GENTE E SABOREAR UM BISCOITINHO.
AO FINAL, FAREMOS SORTEIO DO LIVRO "NO MUNDO DA LUA".
QUALQUER DÚVIDA, LIGUE PARA 7811-1629, 9989-5798 OU 2576-5198.


ATÉ SEGUNDA!

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Domingo, 20 de Julho de 2008
  RELAÇÕES AMOROSAS DO ADULTO COM TDAH

Muito tem se falado atualmente sobre o TDAH e é grande o interesse, não só da sociedade, como de pesquisadores, médicos, psicólogos e educadores, devido aos prejuízos que sabidamente o transtorno de déficit de atenção costuma ocasionar na vida de seu portador, que na grande parte das vezes “desce”, literalmente, “o morro abaixo”, num “looping negativo”, do tipo “espiral decrescente”.Não é à toa que, provavelmente, nenhum outro distúrbio tenha sido tão estudado nos últimos tempos quanto o TDAH, que atinge cerca de 5 a 10% % das crianças em idade escolar, causando grande impacto na infância, juventude e na idade adulta. Pesquisa criteriosa feita no Brasil pela equipe do Prof. Rhode, encontrou uma incidência de 5,8% nos nossos jovens de 12 a 14 anos. Os estudos mostram também que aproximadamente 60 a 70% das crianças com TDAH evoluirão com sintomas da doença na vida adulta, onde a prevalência mundial para essa faixa etária (adultos) gira em torno de 4%, número bastante expressivo, por sinal.Uma pergunta emerge prontamente: onde estão os adolescentes e adultos portadores de TDAH? Infelizmente, a grande maioria deles nem sabe que tem o transtorno. Na verdade, a maioria nunca ouviu falar de TDAH. As pesquisas mostram que apenas uma pequena parcela dos nossos adolescentes e adulto recebe diagnóstico correto, algo em torno de 8%. Dos que recebem tratamento, a maioria ainda é submedicada.Não é novidade em nenhum país do mundo, que o transtorno acomete de modo adverso a qualidade de vida, não só do portador, mas também de toda a família envolvida na situação, exigindo de todos um grande esforço para entender e lidar com os sintomas do transtorno. Não é fácil conviver com o indivíduo portador de TDAH e muito menos fácil é ser o próprio portador. Tanto, que entre portadores de TDAH, o número de divórcios beira quatro vezes mais, quando comparado à população geral. As brigas são constantes, as queixas inúmeras, a falta de dinheiro quase sempre é a regra. Tudo fica decepcionante, frustante e desanimador. Dentre as discórdias amorosas, são comuns as queixas de atrasos freqüentes, mudanças de plano sem aviso prévio, esquecimentos de datas importantes (aniversário de namoro ou de casamento), falta de atenção quando o/a parceiro/a está de roupa nova, quando o computador se torna mais importante que ela, da falta de autocontrole, etc.Sabemos que o transtorno é caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que associados ao prejuízo das funções executivas, característicos do TDAH, geralmente transformam a vida do portador em um verdadeiro caos, “às avessas”, não raro levando o indivíduo a querer fazer tudo e ao mesmo tempo, o que os deixa com muitas tarefas iniciadas e inacabadas, causando um grande sentimento de frustração, irritabilidade, impotência, entre outros.S., 29 anos, dois de casada, trabalha como agente administrativa há oito meses em um órgãopúblico, após ter pedido demissão do emprego para ficar em casa estudando (o que levou mais de quatro anos) até passar em um concurso público. Nesses quatro “longos” anos, conta S., teve que enfrentar a cara feia do marido, que precisou fazer hora extra no trabalho três vezes por semana, para poder dar conta do aumento dos gastos na família. Segundo S., o marido não a compreende, é injusto e impaciente. Por sua vez, o marido se defende, dizendo que S. fez vários vestibulares, custou a se decidir qual profissão queria, só concluindo a faculdade após ter trancado outras duas que havia passado e iniciado, anteriormente. “- E agora, depois de tanto sacrifício para ter o diploma, eu acho que ela deveria trabalhar na sua profissão e ir estudando em paralelo”, desabafou ele, mostrando-se cansado da instabilidade da esposa e das brigas que cada vez eram mais constantes em casa. Ficou evidente que o esposo tinha as suas razões também. O problema maior é que S. só conseguiu passar para um concurso de 2º grau, onde o salário era muito pequeno. E S. estava muito insatisfeita, deprimida, irritada, chorando sem parar e dizendo que odiava aquele trabalho monótono e burocrático. S. foi me procurar no consultório para me pedir uma licença, pois há mais de três semanas que tem chegado atrasada e que está com o serviço todo por fazer. E como se não bastasse, “para completar”, disse que o marido estava frio e estranho há algum tempo e que ela achava que ele a estava traindo com outra mulher (muita lágrima & muito choro rolaram nas sessões de S.).E é por caminhos íngremes e sinuosos assim que o portador do TDAH anda e tropeça. Tropeça e cai. Cai, se machuca e se fere, numa espiral decrescente de vida.E as histórias se repetem, sempre trazendo à baila vidas que não fluem como poderiam, o potencial que não consegue ter sido aproveitado plenamente (apesar da inteligência) como deveria, a vida sem dinheiro apesar de já ter feito tanta coisa, o salário tão baixo, pra quem estudou tanto, e por aí vai.Sabe, aquele/a adolescente que tranca a faculdade para fazer um intercâmbio e que volta sem vontade de retomar os estudos? Ou aquele rapaz/moça que pára os estudos e vai trabalhar como garçon/babá nos EUA e volta com uma atrás e outra na frente? Aquele/a adolescente que se forma, aos trancos e barrancos, mas diz que não gosta do que fez e que por isso não vai trabalhar na profissão? Aquele sujeito que interrompe os estudos, mesmo que pagando o preço de trabalhar duro em qualquer coisa, só pra calar a boca dos pais? O filho/a que trabalha pouco e ganha pouco e que nunca consegue o suficiente para se sustentar, vivendo anos e anos na casa dos pais? O/A adolescente que bebe/fuma em excesso desde nova? É claro que o TDAH não é o responsável por todos esses casos, e que nem todos os portadores de TDAH apresentam evoluções assim, mas fique atento! Sempre que um profissional atender casos semelhantes aos citados acima, é imperioso que se faça uma triagem para o TDAH. Porque é maios ou menos assim que muitos jovens e adultos poderão evoluir na vida. Lembrar que o TDAH é uma das condições que geram uma ou várias limitações na vida.Nos dias de hoje, com milhares de pesquisas científicas feitas sobre o TDAH ao longo do mundo, fica inadmissível que um profissional deixe passar um portador de TDAH sem diagnóstico correto. Fique claro que o TDAH/DDA deixa seqüelas emocionais crônicas em seu portador, como sentimento de fracasso precoce, baixa auto-estima e autoconfiança, sentimento de humilhação, instabilidade, descrença de si próprio, autocomiseração, entre outros tantos.Pensando nas crianças com TDAH, contribui para dificultar a vida delas o fato da vida fluir sob um ritmo tão acelerado e bem diferente do passado. As crianças modernas são “bombardeadas” por múltiplos estímulos e informações provenientes de veículos de comunicação como a televisão, o computador e a mídia em geral. Elas são superestimuladas a cumprirem uma agenda cheia e que exige um comportamento acelerado. Quando o ideal seria justo o contrário, ou seja, elas poderem desenvolver o autocontrole para executar uma tarefa de cada vez.Outro fato relevante é que muitas crianças e adolescentes vivem confinados em apartamentos, são transportados por veículos (quase nunca andam a pé) e muitas escolas não possuem espaço livre para correr, pular, brincar e extravasar energia, tão importante para quem possui o transtorno. Portanto, eles encontram mais dificuldade para acompanhar as exigências de um mundo cada vez mais competitivo, tornando-se alvo de atenção dos pais e educadores e não raro, são cada vez mais considerados problemáticos e o pior, são rotulados de incompetentes, irresponsáveis, preguiçosos e tantos outros adjetivos negativos que fazem a auto-estima desabar de modo vertiginoso, surgindo desmotivação ou até mesmo depressão ou outro problema emocional ou psiquiátrico, ao que chamamos comorbidade.A presença de comorbidades, no caso do TDAH, é a regra, e não a exceção. No TDAH, as comorbidades mais importantes são os transtornos de ansiedade, os transtornos do humor, o uso abusivo de álcool e ou drogas, os transtornos de conduta, a postura opositiva, os transtornos de aprendizado, os tiques, etc.O TDAH é reconhecido oficialmente por todos os países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, seus portadores são protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola. O TDAH é um transtorno neurobiológico, fundamentalmente de causa genética, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida.Sabemos que pessoas que possuem o Transtorno de déficit de atenção e/ou hiperatividade têm dificuldades em prestar atenção, controlar suas emoções e as atividades excessivas.
Existem três tipos de TDAH, o desatento, o hiperativo e o tipo combinado (desatento e hiperativo).A falta de atenção sustentada é um problema. Por exemplo, a pessoa não mantém a atenção por muito tempo numa reunião, ao ler e ao escrever, parece que está no mundo da lua, se distrai com qualquer estímulo externo e não sabe de que ponto parou para reiniciar, e em conseqüência muda de atividade freqüentemente, deixando as coisas por terminar. Também perde muitos objetos por causa da sua desorganização.A hiperatividade é caracterizada pela dificuldade que a pessoa tem de esperar sua vez numa fila ou de falar na sua hora, interrompendo conversas. Fala sem parar e mexe-se constantemente, apresenta problemas para dormir, é impaciente e irritável e parece que está sempre “a mil por hora”.A impulsividade se traduz pela dificuldade em inibir comportamentos inadequados. Costuma-se falar e tomar atitudes sem pensar, o que muitas vezes cria problemas de relacionamento e até rejeição por parte das pessoas. Primeiro agem, para depois refletirem. Sofrem muito mais acidentes de carro e costumam dirigir perigosamente, em alta velocidade, além de apresentar mais problemas no trabalho e não gostarem de se submeter a regras e rotinas.É bom lembrar que tais comportamentos podem fazer parte da vida de qualquer pessoa, ou seja, que sintomas isolados não fazem o diagnóstico do TDAH. Só quando os sintomas estão presentes de forma exagerada e prejudicial em vários setores da vida (escolar, familiar e social) é que pode-se pensar na possibilidade de TDAH.Quem nunca viu uma criança super agitada que não pára quieta, com uma energia ilimitada e que age sempre sem pensar? Seu comportamento é impulsivo e desafiador, ela se arrisca constantemente criando muitos problemas por onde passa. Não respeita as regras e não consegue esperar por recompensas. E aquela criança que é desatenta, sonhadora, que não consegue arrumar seus pertences, parece que não ouve quando se fala com ela, também é impopular, pouco motivada, retraída e com dificuldades no aprendizado? Essas e outras podem ser situações bastante comuns no mundo do TDAH da criança.É crucial que programas informativos sejam elaborados para os pais, familiares e Educadores, para que o diagnóstico seja feito ainda na infância, pois caso contrário, mais jovens padecerão dos sintomas do transtorno e conseqüentemente, mais e mais adultos também.

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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008
  TDAH e suas comorbidades


O TDAH, quando vem acompanhado de uma ou mais comorbidades, pode dificultar o médico na hora diagnóstico, pois muitos sintomas são parecidos e se confundem entre o TDAH ou comorbidade. Os pacientes costumam procurar os médicos, em grande parte das vezes, por causa das comorbidades, como ansiedade, distimia, fobia social, pânico, depressão, dificuldade de relacionamentos tiques, transtornos do humor como o bipolar, uso abusivo de álcool e drogas, dificuldades de aprendizado, dislexia, entre outros. Por isso é que hoje em dia, é inadmissível que um paciente que se queixe de problemas como os acima citados, não serem avaliados para o TDAH. Muitos pacientes levam anos para receberem um diagnóstico correto.

DICAS

Tenha como hábito, fazer uma auto-avaliação de sua performance ao longo do dia. Por exemplo, quando chegar em casa, destine uns 15 minutos para você rever os pontos fortes e os pontos fracos do dia, em termos de atitude, pensamentos, emoções e outros parâmetros que você quiser se avaliar, e se dê uma nota. Com a regularidade desta prática, você vai ter uma "linha de perfil de seu performance em várias áreas". Em breve você saberá o seu padrão de bom ou mau funcionamento e qual a/as áreas afetadas. Caso você perceba, por exemplo, que o seu humor oscila com frequência, não pense duas vezes: procure um profissional de sua confiança e faça uma avaliação para o TDAH. O TDAH é um distúrbio abrangente, heterogêneo, multifacetado, e não raro é o próprio paciente que se auto-diagnostica. Passe a observar as crianças, pois quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores as chances de uma vida mais saudável e mais bem sucedida. Lembre-se que o TDAH compromete todos os portadores em sua auto-estima e sensação de fracasso precoce.

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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
  NO MUNDO DA LUA
Pensamentos que fogem, que se dispersam, e que se deixam levar pelo vento...
Pessoas com TDAH, independente de sexo e idade podem apresentar comprometimento nocivo em relação ao poder de atenção concentrada. Por vezes, a situação fica séria e a pessoa literalmente voa, se desliga, ficando impedida de prestar atenção a uma aula, palestra, ou até mesmo em um diálogo. De repente, os pensamentos povoam a cabeça da pessoa e ela segue em devaneios... a memória de curto prazo fica comprometida e a pessoa literalmente pode se esquecer de um recado que precisava dar, do nome de um objeto por instantes, da matéria que estudou na véspera e sabia, etc., gerando constrangimentos e humilhação na vida da pessoa.
É curioso que a mesma pessoa que não está conseguindo ler um trecho de um relatório por dispersão ou cometer erros bobos em suas atividades também por desconcentração, nas situações onde ela está desmotivada ou o assunto é chato ou que exija mais concentração, essa mesma pessoa pode, diante de uma atividade desafiadora ou que lhe motive, ficar super concentrado. Ou seja, o menino que não consegue ficar meia hora estudando matemática, por exemplo, pode sair dali e ficar horas no computador e não perder a atenção nem um minuto... o TDAH faz isso acontecer...

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O que até há pouco tempo se achava que era preguiça e falta de força de vontade, hoje sabemos tratar-se de um transtorno neurobiológico comum, afetando a vida de crianças, jovens e adultos de ambos os sexos.

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Nome: Evelyn Vinocur
Local: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil

Eu sou médica e tenho interesse em transmitir tudo o que há de mais recente e atual sobre os transtornos emocionais, tema que eu acho de total relevância para o conhecimento de toda a população, pois muitas vezes impede que a vida da pessoa transcorra com o sucesso esperado. Tenho me dedicado ao estudo das depressões, do transtorno Bipolar, do TDAH e dos distúrbios neuropsiquiátricos em geral. Sou membro associdado da ABDA - Associação Brasileira de Déficit de Atenção.

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