|
Esquizofrenia
A
esquizofrenia é uma doença mental crônica
e incapacitante, que geralmente se manifesta na adolescência
ou início da idade adulta, entre 20 e 30 anos de
idade. Sua freqüência na população
em geral é da ordem de 1 para cada 100 pessoas.
No Brasil estima-se que há cerca de 1,6 milhão
de esquizofrênicos.
Quais
são os sintomas da doença?
A
esquizofrenia se manifesta de forma bastante variável
e, às vezes, é difícil identificá-la
em sua fase inicial. Os principais sintomas são descritos
em dois grupos, chamados de sintomas positivos e sintomas
negativos. Os sintomas positivos são uma exacerbação
ou distorção do funcionamento psíquico
normal e compreendem os delírios, as alucinações,
a desorganização do pensamento. Os sintomas
negativos são a diminuição ou perda
das funções psíquicas e incluem uma
redução da afetividade, da motivação,
a pobreza de discurso e o retraimento social. Descreveremos
alguns destes principais sintomas:
1.
Delírios: são idéias ou pensamentos
que não correspondem à realidade, das quais
o paciente tem convicção absoluta. Por exemplo,
o paciente acredita que está sendo vigiado ou perseguido
ou observado por câmeras escondidas, acredita que os
vizinhos ou as pessoas que passam na rua querem lhe fazer
mal.
2.
Alucinações: são percepções
irreais dos órgãos dos sentidos. As alucinações
auditivas são as mais freqüentes. O paciente
diz que ouve vozes. Essas lhe dão ordens de como agir
ou falam sobre ele. Podem ocorrer mais raramente outras formas
de alucinações, como visuais, táteis
ou olfativas.
3.
Alterações do pensamento: as idéias
podem se tornar confusas, desorganizadas ou desconexas, tornando
o discurso do paciente difícil de compreender.
4.
Alterações da afetividade: O paciente perde
a capacidade de expressar suas emoções e de
reagir emocionalmente às circunstâncias, ficando
indiferente e sem expressão afetiva. Outras vezes
o paciente apresenta reações afetivas que são
inadequadas em relação ao contexto em que se
encontra.
Muitos
outros sintomas podem ser observados nos pacientes com
esquizofrenia, como diminuição da motivação,
dificuldade de concentração, alterações
da motricidade, desconfiança excessiva, indiferença.
A esquizofrenia evolui geralmente em episódios agudos
onde aparecem os vários sintomas acima descritos,
principalmente delírios e alucinações,
intercalados por períodos de remissão, com
poucos sintomas manifestos.
Qual é a
causa da esquizofrenia?
Até hoje não foi descoberta a causa da esquizofrenia.
Fatores hereditários têm uma importância
relativa, sabe-se que parentes de primeiro grau de um esquizofrênico
têm chance maior de desenvolver a doença do
que as pessoas em geral. Fatores ambientais (p. ex., complicações
da gravidez e do parto, infecções, entre outros)
que possam alterar o desenvolvimento do sistema nervoso no
período de gestação parecem ter importância
na doença. Alterações bioquímicas
dos neurotransmissores cerebrais, particularmente da dopamina,
parecem estar implicados na doença.
Como é feito o diagnóstico da esquizofrenia?
O
médico psiquiatra é capaz de fazer o diagnóstico
da doença a partir dos sinais e sintomas descritos
acima. Não há nenhum tipo de exame de laboratório
(exame de sangue, raio X, tomografia, eletroencefalograma
etc.) que permita confirmar o diagnóstico da doença.
Muitas vezes o clínico solicita exames, mas estes
servem apenas para excluir outras doenças que podem
apresentar manifestações semelhantes à esquizofrenia.
Como é o tratamento da esquizofrenia?
O
tratamento da esquizofrenia tem como objetivo o controle
dos sintomas
e a reintegração do paciente.
O
tratamento da esquizofrenia é feito através
de duas abordagens: medicamentosa e psicossocial.
Tratamento medicamentoso:
Os
medicamentos têm duas funções principais:
1. Alívio dos sintomas na fase aguda da doença;
2. Prevenção de novos episódios da doença.
O
tratamento medicamentoso é imprescindível
na esquizofrenia. Esses medicamentos são chamados
de antipsicóticos ou neurolépticos. A maioria
dos pacientes precisa utilizar a medicação
de forma contínua para não ter novas crises.
Portanto, o paciente deve ser avaliado pelo médico
periodicamente.
A
abordagem psicossocial é necessária para
promover a reintegração do paciente à família
e à sociedade.
Qual deve ser a participação dos familiares
no tratamento do paciente?
É muito importante que os familiares estejam orientados
quanto à doença e que compreendam os sintomas
e as atitudes do paciente, evitando interpretações
errôneas. Os familiares são fundamentais no
tratamento e na reintegração do paciente. O
impacto inicial da notícia de que alguém da
família tem esquizofrenia é bastante doloroso.
Como a doença é pouco conhecida e sujeita a
muita desinformação as pessoas se sentem perplexas
e confusas. Freqüentemente, diante das atitudes excêntricas
dos pacientes, os familiares reagem também com atitudes
inadequadas, perpetuando um círculo vicioso difícil
de ser rompido. Atitudes hostis, críticas e superproteção
prejudicam o paciente. Apoio e compreensão são
necessários para que ele possa ter uma vida independente
e conviva satisfatoriamente com a doença.
Copyright © 2002 Laboratórios Pfizer Ltda. Todos os direitos reservados.
Política de Privacidade
Copyright © 2005-2006
Todos os direitos reservados a Dra. Evelyn Vinocur
|