Transtorno do Estresse Pós-Traumático

O transtorno do estresse pós-traumático compreende um conjunto de sintomas físicos e emocionais ligados à ansiedade e que ocorre após um evento psicologicamente estressante (eventos traumáticos). Atualmente é o quinto transtorno mental mais comum.

Os eventos traumáticos que podem desencadear o "TSPT" podem ocorrer em qualquer momento da vida de uma pessoa. Acredita-se que pelo menos 60% dos homens e 50% das mulheres experimentam pelo menos um evento traumático durante a vida. Agressão (física ou sexual), assalto, seqüestro, ataque terrorista, tortura, encarceramento, acidentes automobilísticos, diagnóstico de doença que ameace a vida, combate militar, são exemplos de eventos traumáticos que podem levar ao "TSPT". Eventos que ocorreram com outras pessoas e dos quais se têm conhecimento, como presenciar agressão física ou acidente de algum parente, ser informado de que o filho apresenta uma doença séria que ameace a vida, também podem levar ao surgimento do "TSPT".

Embora seja natural que os indivíduos submetidos a um destes eventos estressantes reajam emocionalmente com ansiedade, apreensão ou depressão, a persistência destes e de outras alterações emocionais podem confirmar um diagnóstico de "TSPT". As manifestações do "TSPT" incluem recordações aflitivas e recorrentes do evento traumático ao qual o paciente foi submetido, sonhos repetitivos com o evento, sensação de que o evento está ocorrendo novamente na forma de alucinações ou "flashbacks". Isto pode acarretar alterações fisiológicas como alterações gastrintestinais, sudorese e tremores quando em contacto ou por ocasião da lembrança de algo que simboliza o evento traumático.

Em crianças o "TSPT" pode manifestar-se por meio de agitação, comportamento desorganizado, sonhos amedrontadores e "teatralização" do trauma.

Apesar do "TSPT" poder ocorrer em qualquer pessoa e em qualquer fase da vida, as mulheres têm uma probabilidade duas vezes maior que o homens de desenvolver o "TSPT". Além disso, elas estão sujeitas a experimentar os eventos traumáticos desencadeadores com maior freqüência.


Tratamento.

O "TSPT" é uma doença complexa, e o seu tratamento inclui abordagem psicoterapêutica e tratamento medicamentoso.

Vários especialistas acreditam que algumas formas de psicoterapia podem ser úteis no tratamento do "TSPT". A intervenção da psicoterapia logo após o evento traumático pode reduzir o sofrimento imediato do paciente e pode impedir respostas tardias ou crônicas. Basicamente, é dado ao paciente a oportunidade de compartilhar sua experiência. Embora o ato de recordar um evento traumático possa parecer intrusivo e desagradável, na verdade ele serve como um mecanismo para enfrentar e superar o evento. A exposição repetida às memórias traumáticas pode diluir a natureza do choque decorrente das lembranças daquele evento.


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